Sociedade | 11-01-2020 07:00

Sindicato alerta para desequilíbrios entre instituições do ensino superior

Politécnicos de Tomar e de Santarém estão entre os que vivem em sufoco financeiro, em contraste com outras instituições que conseguiram terminar o ano com saldo positivo.

O Sindicato do Ensino Superior (SNESup) acusou a tutela de “criar desequilíbrios”, referindo que existem instituições com dificuldades em pagar salários, como os politécnicos de Santarém e Tomar, e outras com saldos de gerência acumulados de mais de 80 milhões de euros.

Os institutos politécnicos de Castelo Branco, Tomar e Santarém chegaram ao final do ano passado sem capacidade para pagar salários e, por isso, receberam um reforço do Governo de dois milhões de euros. Em troca, as instituições comprometeram-se a avançar com uma reestruturação organizativa e financeira que pode passar por fundir escolas ou reduzir o número de professores contratados.

À Lusa, o presidente do SNESup, Gonçalo Leite Velho, lembrou que estes problemas de tesouraria não são novidade para algumas instituições de ensino superior. Por exemplo, no caso dos politécnicos de Castelo Branco, Tomar e Santarém já tinha havido reforço das transferências do Estado em 2015, 2017 e 2018, mas esta é a primeira vez que se exige uma reestruturação.

Gonçalo Leite Velho chamou a atenção para o facto de a verba agora transferida pelo Governo – dois milhões de euros – “se tratar de valores muito pequenos”, mas que acabam por se traduzir numa “estranha pressão sobre instituições mais frágeis”. Por outro lado, afirmou, existe outro grupo de instituições que consegue terminar o ano com saldo positivo.

“Há três instituições cujos resultados do ano passado, de cada uma delas, é de 10 milhões”, lembrou o presidente do sindicato, acrescentando ainda que “existem outras com saldos de gerência acumulados que são sete, oito ou dez vezes superior a isto, ou seja, de 70, 86 ou mais de 100 milhões de euros”.

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