Sociedade | 12-01-2020 15:00

Aprovado concurso público para obras no bairro de Alfange

Câmara de Santarém prevê gastar mais de um milhão de euros nessa zona ribeirinha da cidade.

A Câmara de Santarém aprovou o lançamento de um concurso público internacional visando a reabilitação do Bairro Calouste Gulbenkian, em Alfange, propriedade do município. O valor base do concurso é de um milhão e 42 mil euros mais IVA e o prazo de execução da empreitada apontado é de 24 meses. A proposta foi aprovada por unanimidade na última reunião do executivo.

O projecto teve luz verde da Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC) em Novembro último e a intenção da autarquia é avançar com as obras em 2020. A obra está integrada no PEDU – Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano e tem assegurado financiamento da União Europeia. A intervenção no bairro localizado na povoação ribeirinha de Alfange, em Santarém, é reclamada há muito pelos moradores que se queixam da falta de manutenção nos prédios.

A requalificação de Alfange já não é de agora. Em Novembro de 2016 O MIRANTE relatava que o Plano de Acção Integrado para as Comunidades Desfavorecidas aprovado pela autarquia previa, a partir de 2017, obras de reabilitação do bairro de habitação social no valor de 500 mil euros. O mesmo plano perspectivava ainda uma intervenção no espaço público (nomeadamente na zona do recinto desportivo) no valor de 350 mil euros e a criação de uma Oficina Criativa, num investimento de 60 mil euros. Tudo projectos com financiamento da União Europeia.

Antes, em Outubro de 2007, a Câmara de Santarém, então liderada por Moita Flores, apresentou, no WaterfrontExpo, em Lisboa, um ambicioso plano estratégico de intervenção na zona ribeirinha da cidade, com um investimento global próximo dos 100 milhões de euros que seria para concretizar em Alfange e Ribeira de Santarém num prazo de oito a dez anos.

O projecto contava com a participação de privados essencialmente para a reabilitação e recuperação de imóveis e a autarquia previa a constituição de parcerias público-privadas para investimentos como um porto fluvial no Tejo, equipamentos para a prática desportiva, praia fluvial e esplanadas. Passada uma dúzia de anos pouco foi feito, com excepção da colocação de um relvado sintético no campo de futebol da Ribeira de Santarém.

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