Sociedade | 12-01-2020 10:00

Município de VFX compra 2 vivendas em Alverca por 270 mil euros

Município de VFX compra 2 vivendas em Alverca por 270 mil euros

Negócio deixa salvaguardado o direito de preferência para aquisição das restantes dez moradias que pertenceram às antigas oficinas de material aeronáutico e que se encontram em mau estado de conservação.

O município de Vila Franca de Xira concluiu, antes das festividades natalícias, a compra de duas das 12 antigas vivendas das antigas oficinas de material aeronáutico situadas no centro da cidade de Alverca, num negócio que rondou os 270 mil euros. É o primeiro passo numa ambição maior do município em adquirir a totalidade daquelas moradias, a maior parte em muito mau estado de conservação.

O negócio foi aprovado em reunião pública de câmara com algumas reservas da oposição CDU e Bloco de Esquerda, que defendem ter sido possível conseguir condições mais favoráveis. A compra salvaguarda o direito de preferência municipal relativamente às restantes habitações. A câmara entendeu que os 700 mil euros pedidos pela Empordef, a empresa pública dona dos imóveis, pelo conjunto das 12 habitações era demasiado elevado e por isso optou por uma compra faseada, dando prioridade às duas moradias onde estão sedeadas a Associação do Pessoal das OGMA (APOGMA) e a Associação de Reformados, Pensionistas e Idosos de Alverca (ARPIA), as duas vivendas que estão em bom estado de conservação.

Essa decisão, explicou o presidente do município, Alberto Mesquita (PS), permite também salvaguardar o trabalho e funcionamento futuro dessas duas colectividades.

Aquelas vivendas são património do Estado que pouco ou nada fez nos últimos anos para o salvaguardar. Até um emparedamento, para evitar que as vivendas fossem ocupadas por actividades marginais como prostituição, toxicodependência e vandalismo, teve de ser feito pelo município. Por isso, a oposição CDU e Bloco de Esquerda viu o negócio com reservas, com a CDU a defender que face ao estado de abandono em que se encontram os imóveis estes deveriam ter vindo à posse do município a custo zero, ao abrigo da delegação de competências. Mesquita diz que essa foi uma possibilidade estudada mas que legalmente não foi possível.

“Já deixámos claro com a Empordef que nada poderá ser feito ali além daquilo que o Plano Director Municipal permite. As vivendas remanescentes só poderão ser utilizadas enquanto vivendas, tal como estão, e não demolindo e construindo ali outras coisas”, lembrou o autarca, fechando a porta a usos futuros como fez no caso da antiga Escola da Armada.

Situadas entre as ruas Sabino Faria, José Ferreira Cera, Henrique Mora e Avenida Infante Dom Pedro, as casas foram construídas na década de 50 para alojar os quadros superiores das oficinas de material aeronáutico ali existentes. Desde a privatização das OGMA em 1995 que as vivendas passaram a integrar o património agora gerido pela Empordef.

Eleitos de Alverca querem biblioteca

Alberto Mesquita defendeu, durante a aprovação do negócio, que uma das principais ideias para a zona das vivendas passaria pela criação de habitação jovem a rendas controladas, ao invés de uma nova biblioteca, como pediu o presidente da junta daquela cidade, Carlos Gonçalves (CDU).

A ideia não foi bem acolhida na última Assembleia de Freguesia da União de Alverca e Sobralinho, onde os eleitos locais levantaram preocupações. Carlos Gonçalves lembra que Alverca, uma das maiores cidades do concelho, não tem uma biblioteca acessível e com boas condições e voltou a defender que o espaço das vivendas deveria albergar, no futuro, esse equipamento.

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