Sociedade | 13-01-2020 18:00

Piscinas de Calhandriz continuam sem uso e podem ser transformadas em escola

Associações têm demonstrado pouco interesse em explorar aquele equipamento que está sem utilização há vários anos. Município admite ideia de as adaptar para edifício de pré-escolar.

As piscinas municipais de Calhandriz, situadas no Casal do Ulmeiro, na União de Freguesias de Alhandra, São João dos Montes e Calhandriz, estão sem utilização há nove anos e agora o município admite vir a transformá-las numa escola.

O equipamento não dispõe de água quente e por isso só pode ser utilizado no Verão mas mesmo assim, como se encontra numa zona com pouca população, a procura foi sempre diminuta. Por isso, em 2011, a Câmara de Vila Franca de Xira decidiu encerrá-las devido aos custos elevados para a pouca quantidade de utentes que servia.

O município anda, desde então, a tentar que as associações do concelho peguem no espaço e ali desenvolvam actividades de natação, por exemplo, para a comunidade sénior, mas nenhuma se tem mostrado disponível. Sem outras soluções à vista, Alberto Mesquita admite que possa ser uma boa ideia acabar de vez com as piscinas e adaptar o edifício para outro fim.

“Temos feito contactos com o movimento associativo para ali fazerem um centro geriátrico, que é uma situação que as instituições muito necessitam. Seria interessante várias instituições fazerem uma parceria entre si e gerirem a piscina com a parceria da câmara. Não vou desistir de insistir nessa matéria”, explica o autarca.

Admitindo que não tem qualquer outra solução para as antigas piscinas, Mesquita acredita que em última instância poderá permitir a sua adaptação para pré-escolar. “O próprio edifício da escola que tem hoje o pré-escolar, na Calhandriz, é uma escola que exigirá no futuro uma intervenção de fundo e provavelmente poderíamos, no todo ou em parte, utilizar a piscina transformando-a em escola. É também uma possibilidade que temos em cima da mesa”, avançou.

As piscinas de Calhandriz foram inauguradas em 2002 e custaram perto de 560 mil euros resultantes de contrapartidas devidas ao município pelos impactos causados pela instalação do aterro sanitário da Valorsul, em Mato da Cruz. Quando foram encerradas, em 2011, eram utilizadas semanalmente, em média, por cerca de 35 utentes de utilização livre e 70 de actividade enquadrada. Os utentes que ali praticavam natação foram encaminhados para as piscinas de Alverca.

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