Sociedade | 13-01-2020 07:00

Trabalhadores não docentes de Vila Franca de Xira em greve

Reivindicam melhores condições de trabalho e a contratação de mais assistentes operacionais.

Trabalhadores não docentes das escolas de Vila Franca de Xira estiveram na terça-feira em greve para reivindicar melhores condições de trabalho e a contratação de mais assistentes operacionais. A acção de protesto foi convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas (STFPSSRA).

Em declarações à agência Lusa, Francelina Pereira, do STFPSSRA, explicou que este protesto se deve ao “impasse” na contratação de mais assistentes operacionais para as escolas do concelho de Vila Franca de Xira, situação que tem contribuído para “um maior desgaste dos trabalhadores”.

“Nem Ministério da Educação nem câmara se chegam à frente, se responsabilizam, nem dão a cara e os trabalhadores estão preocupados e descontentes, pois aquilo que temos assistido é uma degradação das condições de trabalho e a uma desvalorização salarial”, apontou a sindicalista.

Francelina Pereira acusou a Câmara de Vila Franca de Xira de não se interessar pela falta de condições dos trabalhadores não docentes e o presidente do município, Alberto Mesquita, de se recusar a receber os sindicatos. “Este protesto também se deve à falta de respeito que o presidente da câmara tem tido connosco. Quando soube do protesto marcou reuniões com os agrupamentos e depois desmarcou”, criticou.

No entanto, confrontado pela Lusa, o presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Alberto Mesquita (PS), negou que tenha recebido qualquer pedido de reunião por parte do sindicato e ressalvou que a gestão dos trabalhadores não docentes ainda não é oficialmente da responsabilidade do município.

“A Câmara de Vila Franca aguarda a publicação das listas do pessoal não docente para assumir oficialmente a gestão nesta matéria. Essa publicação já deveria ter ocorrido, mas ainda não ocorreu”, apontou. Nesse sentido, o autarca ressalvou que até à publicação das listas a câmara só poderá responsabilizar-se pelos trabalhadores não docentes do pré-escolar. “Com a formalização deste processo serão 598 trabalhadores que irão passar para os quadros da autarquia, mas temos de aguardar a publicação das listas”, insistiu.

A “caravana do descontentamento” passou pela escola básica de Vialonga, escola básica D. Martinho (Póvoa de Santa Iria), escola secundária Forte da Casa, escola Gago Coutinho e escola básica Pedro Jaques Magalhães (Alverca), escola básica Soeiro Pereira Gomes (Alhandra) e nas escolas secundárias Alves Redol e Reynaldo Santos (Vila Franca de Xira). O protesto culminou com uma concentração junto à Câmara de Vila Franca de Xira.

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