Sociedade | 14-01-2020 10:00

Família desalojada por incêndio na Golegã precisa de ajuda para recuperar casa

Família desalojada por incêndio na Golegã precisa de ajuda para recuperar casa

Fogo destruiu a moradia e todos os haveres dos seus residentes em Janeiro do ano passado.

Quase um ano após terem perdido todos os haveres num incêndio que destruiu a moradia arrendada em que viviam na Golegã, Isabel Cipriano e família continuam a residir provisoriamente em casas do parque de campismo da vila enquanto reconstroem uma casa pertencente à sua sogra. O objectivo é que ela, o marido, João Paipão, e os dois filhos, de 20 e 15 anos, voltem novamente a ter um lar para viver. Uma tarefa que não tem sido fácil já que os apoios para comprar materiais de construção civil têm sido escassos, tal como são escassas as pessoas que se voluntariam para ajudar nas obras.

Isabel Cipriano confessa a O MIRANTE que não foram fáceis os primeiros tempos e que ainda não conseguiu ultrapassar totalmente toda a situação. Mas diz estar muito agradecida à solidariedade da comunidade, pois foi graças a ela que conseguiram rechear as instalações provisórias para que nada faltasse aos filhos. “Foi realmente um momento muito difícil na nossa vida que só queremos esquecer”, admite a residente na Golegã.

Neste momento, revela Isabel Cipriano, estão a precisar de loiças de casa-de-banho, forro para o tecto e dos materiais para a instalação eléctrica e canalização. “Se alguma empresa ou alguém pudesse ajudar ficaríamos bastante agradecidos”, apela a mulher de 40 anos, que gostava de ir viver para a casa da sogra ainda durante o Verão deste ano.

Actualmente, Isabel Cipriano está a executar funções como assistente operacional no município da Golegã, no âmbito do Programa Ocupacional do Instituto do Emprego e Formação Profissional. Já o marido, João Paipão, de 39 anos, continua a trabalhar por conta própria e a estar ligado à Sociedade Columbófila Goleganense. A filha, com 15 anos, está agora a frequentar o 10º ano de escolaridade na Escola Profissional de Torres Novas, e o mais velho, de 20 anos, continua a tocar clarinete na Sociedade Filarmónica Goleganense 1º de Janeiro e a integrar o Coro Polifónico da Golegã “Cantar Nosso”.

Recorde-se que o fogo deflagrou na tarde do dia 21 de Janeiro de 2019, na zona das máquinas de lavar. A única pessoa que se encontrava na habitação era a mãe de João Paipão. Os trabalhadores de construção civil que se encontravam numa obra na casa ao lado é que foram em seu auxílio. A casa foi dada como inabitável e a família foi realojada nesse mesmo dia em casa de familiares e amigos, até ser transferida para casas no parque de campismo. Desde aí a Câmara da Golegã tem acompanhado o caso.

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