Sociedade | 13-02-2020 12:30

Lar ilegal em Alverca obrigado a fechar em 30 dias

Lar ilegal em Alverca obrigado a fechar em 30 dias

Polícia e Segurança Social detectaram situação irregular e os familiares dos dez idosos que ali vivem têm um mês para procurar outro destino. Proprietária demorou duas horas para abrir as instalações às autoridades.

É incerto o destino a dar a dez idosos que vivem numa vivenda situada na Rua Adriano Correia de Oliveira no Bom Sucesso em Alverca, que estava a ser usada como lar ilegal de idosos.

A denúncia feita à Polícia de Segurança Pública (PSP) no dia 6 de Fevereiro permitiu uma acção rápida, logo na manhã do dia seguinte, 7 de Fevereiro, mas como não foram encontrados sinais de maus tratos entre os idosos as consequências para a proprietária são pagar uma coima a rondar os dois mil euros por falta de licença e fechar as instalações.

A Segurança Social ficou detentora do processo e foi quem decidiu, por falta de alternativas onde colocar os utentes, permitir que estes fiquem durante 30 dias na mesma casa até que a proprietária, em conjunto com os familiares dos utentes, lhes encontre um destino.

Fonte próxima do processo revelou a O MIRANTE que a responsável do lar – que não quis prestar declarações – já está referenciada quer pela polícia quer pela Segurança Social pelo mesmo tipo de situações no passado. Acredita a mesma fonte que, tal como anteriormente, a empresária paga as coimas e depois, alegadamente, distribui os idosos pelas casas de várias amigas, com o acordo dos familiares, para depois os voltar a juntar num novo lar ilegal. Perante a Segurança Social é dito que os idosos voltaram para casa dos familiares, o lar ilegal é encerrado e o processo terminado, num ciclo de ilegalidades que se vai perpetuando.

Alguns moradores da zona dizem ter conhecimento “há muito tempo” que a casa era usada como lar de idosos mas garantem que nunca tiveram conhecimento de quaisquer problemas e que tudo era pacato. Às autoridades a empresária terá dito que cobrava cerca de 200 euros por idoso às famílias e que o fazia por falta de alternativas na zona.

A O MIRANTE, o comandante da divisão de Vila Franca de Xira da PSP, Paulo Flor, explica que a denúncia versava sobre a possibilidade dos idosos passarem várias horas sozinhos. Temendo que se registassem casos de maus-tratos a polícia actuou rapidamente, apenas para perceber que o caso não era tão grave como se temia. Os idosos partilhavam cinco quartos, com 11 camas, e estavam bem nutridos e cuidados.

“Fomos com a Segurança Social de forma integrada visitar a habitação e a proprietária demorou duas horas para nos abrir a porta. Vimos que os idosos estavam bem de saúde e que a situação dos maus-tratos não se verificava”, explica o responsável. A PSP explica que está atenta a este fenómeno no concelho e apela a que a população denuncie os casos de que tem conhecimento.

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