Sociedade | 16-02-2020 10:00

Projecto da nova Casa do Benfica em Santarém preso por detalhes

Projecto da nova Casa do Benfica em Santarém preso por detalhes

Delegado de saúde impôs alguns acertos na zona de restauração que estão a ser tratados pelo clube.

O projecto para a criação de uma Casa do Benfica de última geração na zona onde se encontram as cafetarias devolutas do Jardim da Liberdade, em Santarém, teve que sofrer algumas alterações de pormenor na parte do restaurante por imposição do delegado de saúde do concelho. Esse é o passo que falta para que a Câmara de Santarém, dona do espaço, e o SL Benfica possam assinar o contrato de comodato que prevê a cedência gratuita desse património municipal pelo prazo de 30 anos.

A proposta de protocolo a estabelecer entre as partes já foi remetida pelo município ao SL Benfica, para o clube analisar o articulado. Assim que houver concordância e que estejam ultrapassadas as questões levantadas pela autoridade de saúde, a proposta de protocolo será submetida à apreciação do executivo camarário. Essas informações foram prestadas pelo presidente da Câmara de Santarém, Ricardo Gonçalves (PSD), na reunião do executivo de 3 de Fevereiro, em resposta a questões colocadas pela vereadora Sofia Martinho (PS).

Na ocasião, Ricardo Gonçalves voltou a lamentar que algumas pessoas de Santarém “tenham feito tudo para travar o processo”, solicitando reuniões a diversas entidades entre elas a Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC), que acabou entretanto por dar parecer positivo ao projecto.

Cidadãos contestam localização

Em Março de 2019 a Associação Mais Santarém – Intervenção Cívica (AMSIC) manifestou-se publicamente contra a intenção do município em ceder as cafetarias devolutas do Jardim da Liberdade, alegando que a cedência desses edifícios é “atentatória dos interesses da cidade e dos munícipes”. Entre os argumentos da associação, refere-se que o projecto visa ocupar um espaço dos mais nobres e centrais da cidade, que “não pode ser cedido a um clube nacional e respectivo emblema”.

A contestação continuou em finais de Maio de 2019 quando 32 pessoas lançaram um manifesto em que apelavam ao presidente da Câmara de Santarém que repensasse a sua posição e que procurasse um destino mais abrangente para aqueles espaços. O documento não contestava o projecto em si mas a sua localização, por se tratar de um espaço nobre da cidade que, na óptica dos subscritores, não deve ser usado para “fins clubísticos que possam dividir e condicionar a sua frequência a parte da população do concelho”.

Entre os 32 subscritores do documento estavam o vereador e ex-presidente da câmara Rui Barreiro, os ex-vereadores Pedro Canavarro, Carlos Rodrigues, Celso Braz, Dúnia Palma, Jaime Carvalho e José Marcelino, a ex-presidente do Politécnico de Santarém, Maria de Lurdes Asseiro, o empresário José Manuel Roque e os historiadores Maria Emília Vaz Pacheco e Jorge Custódio.

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