Sociedade | 27-02-2020 07:00

Desperdício de cheques-dentista da Lezíria e Médio Tejo

Desperdício de cheques-dentista da Lezíria e Médio Tejo

O desperdício é menor nesta região que no país, mas ainda assim é um número preocupante que se explica sobretudo pela falta de atenção para com a data de validade.

Um quarto das pessoas da região que receberam cheques-dentista para consultas e tratamentos, em 2019, não lhes deram uso. Um número considerado “bastante elevado” por Rita Carreira, médica dentista na clínica Clinicalm, em Almeirim, ainda assim inferior à média nacional que ronda um terço da população. O cheque-dentista é emitido pelo Estado para ser usado em clínicas e consultórios privados e contempla os grupos mais vulneráveis, como grávidas, idosos e crianças.

O desperdício de cheques-dentista num país e numa região onde parte considerável da população não tem hipótese de pagar consultas e tratamentos no sector privado é interpretado por Leila Brandão, médica dentista na Clínica Boca-a-Boca, em Tomar, como “inaceitável”, sobretudo quando se reclama que o dentista é caro e quando há uma necessidade urgente de cuidar da saúde oral.

As razões para a não utilização do cheque prendem-se sobretudo com a falta de atenção para com a data de validade do mesmo. Leila Brandão acrescenta que existe ainda muita ignorância e que a falta de informação é crónica, tanto por parte do Governo, como dos meios de comunicação ou do próprio pessoal médico.

*Leia a notícia completa na edição semanal em papel desta quinta-feira

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