Sociedade | 25-03-2020 18:00

Terreno junto à estação da Póvoa à venda por 1 milhão e 700 mil euros

Espaço tem funcionado de forma provisória como estacionamento que serve a estação de comboios. Propostas devem ser entregues até 19 de Março.

Foi anunciado na última semana, num site nacional de classificados, a operação de venda de dois lotes de terreno situados na Póvoa de Santa Iria onde funciona de forma temporária o estacionamento que serve a estação de comboios da cidade.

O imóvel, propriedade de um banco, está à venda por um milhão e 700 mil euros e ocupa uma área de 19.414 metros quadrados, localizada entre a estação de comboios e o parque ribeirinho daquela cidade. Segundo o anúncio, as propostas de compra terão de ser feitas até às 17h00 do dia 19 de Março.

A situação gerou preocupação na comunidade já que é naquele espaço que funciona, provisoriamente, o parque de estacionamento na cidade que serve os utentes da estação ferroviária da Póvoa de Santa Iria.
Em Abril de 2015 foi celebrado um acordo entre a autarquia e os proprietários visando a ocupação temporária do espaço para ser usado como estacionamento mas o documento era apenas válido durante cinco anos e termina em 2020.

O presidente do município de Vila Franca de Xira, Alberto Mesquita, já se tinha mostrado interessado em negociar a compra dos terrenos mas desde que fosse por um preço aceitável. A câmara, recorde-se, já gastou mais de 22 mil euros em pequenos trabalhos de melhoria daquela zona, incluindo ordenamento do estacionamento e instalação de iluminação para dar mais conforto aos utentes da ferrovia. Mas não pode fazer obras de maior dimensão por não ser dono do espaço. Por isso ainda são frequentes as queixas de utentes relativamente à falta de segurança e más condições do piso.

O autarca já havia dito não ter perdido a esperança de adquirir o terreno para ali desenvolver um projecto semelhante ao que já foi realizado no terminal rodoferroviário de Alverca. “Estamos a tentar ver como poderemos comprar aquele terreno mas ainda é pedido um valor muito avultado. É um espaço imprescindível. Quando ele não existia as coisas eram muito piores do que são hoje”, explicava o autarca a O MIRANTE.

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