Sociedade | 20-05-2020 18:00

Guarda florestal renasce das cinzas

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Na área do comando territorial da GNR de Santarém, que abrange todo o distrito, o efectivo aumentou para mais do dobro.

A calamidade dos incêndios de 2017 mostrou que havia decisões políticas que estavam erradas e uma delas era a extinção do corpo de guardas florestais, condenado a desaparecer em 2006. Percebendo-se a importância na prevenção, investigação de incêndios e na fiscalização da floresta, o Governo decidiu rejuvenescer esta força, contratando novos elementos jovens. O comando territorial da GNR de Santarém recebeu em Abril 19 novos elementos, tendo agora no distrito de Santarém o dobro do efectivo, num total de 31 guardas.


Os novos elementos estão distribuídos por várias zonas do distrito e já estão a acompanhar os mais velhos no terreno. Os guardas florestais pertenciam ao Ministério da Agricultura que tutelava a então polícia florestal. Há 14 anos passaram para a GNR e a ideia era que a guarda florestal fosse desaparecendo aos poucos, com a reforma dos florestais, até à sua extinção. Mas percebeu-se, como refere o comandante do destacamento da GNR de Santarém, capitão David Lopes, que estes elementos são importantes em várias áreas, sobretudo na validação de áreas ardidas, identificação de causas de incêndios ou fiscalização das florestas, para além de muitas outras funções, como o controlo da caça e da pesca nos rios.


O MIRANTE acompanhou uma intervenção de uma das equipas do destacamento de Santarém, coordenada pelo mestre florestal principal António Gomes, numa plantação de eucaliptal no concelho de Rio Maior. A equipa detectou que a plantação não cumpre as regras, sobretudo do distanciamento entre árvores. O proprietário também entrou em infracção ao mobilizar os solos na faixa de protecção de cinco metros de uma linha de água. Na acção estiveram três dos novos elementos, Leonardo Vicente, Ana Magalhães e Paulo Santos.


Leonardo, 20 anos de idade, é do concelho de Rio Maior e pensava ingressar na GNR. A abertura de vagas para a guarda florestal acabou por ser a sua opção por gostar da natureza e por influência familiar, já que o seu pai foi bombeiro. Paulo, 25 anos, é da Ilha Terceira (Açores) e esta foi uma oportunidade, uma vez que a empresa de congelados em que trabalhava estava a entrar em dificuldades. Ana é do norte do país e tinha sido militar.

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