Helicóptero pesado de combate a incêndios ainda não chegou a Ferreira do Zêzere
Reposicionamento provisório do aparelho em Vila Real motivou perguntas do PSD ao Governo. Região está de momento sem esse meio aéreo devido a restrições colocadas pela Autoridade Nacional da Aviação Civil à operacionalidade da base de Ferreira do Zêzere.
O PSD questionou o ministro da Administração Interna sobre o reposicionamento provisório em Vila Real do helicóptero pesado Kamov que deveria estar a operar a partir de 1 de Junho em Ferreira do Zêzere, no âmbito do combate aos incêndios.
No requerimento entregue no Parlamento, deputados social-democratas consideram "muito preocupante a ausência deste meio na região Centro na fase III do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR2020), que prevê um reforço dos meios de combate em todo o país, nomeadamente com a entrada em funções dos três Kamov contratados pelo Estado à Heliportugal.
Os deputados referem que a razão invocada para a reposição provisória, "no máximo de 15 dias", terá a ver com "limitações colocadas à operação pela Autoridade Nacional da Aviação Civil", pelo que sugerem, como forma de ultrapassar o problema de imediato, a reposição temporária deste meio pesado na Base Aérea de Tancos, no concelho de Vila Nova da Barquinha, também no distrito de Santarém.
Em declarações à Lusa, o deputado do PSD Duarte Marques, eleito pelo distrito de Santarém, clarificou que não está em causa a capacidade de resposta instalada em Vila Real, uma vez que o centro de meios aéreos dessa cidade transmontana conta já com um meio aéreo pesado, ao contrário do que acontece na região Centro, que fica sem nenhum com o reposicionamento do Kamov que deveria estar disponível em Ferreira do Zêzere.
Os deputados consideram que "não faz qualquer sentido que a tramitação de todas as autorizações necessárias não seja realizada atempadamente, que as verificações técnicas quer dos pilotos, quer das aeronaves quer dos aeródromos seja feita tão em cima da hora".
Por outro lado, questionam se a Base Aérea de Tancos foi considerada como alternativa temporária para receber este meio aéreo, tendo em conta a legislação existente e "o facto de se tratar de uma instalação militar com as vantagens legais que isso proporciona".


