Sociedade | 17-06-2020 15:00

Central Termoeléctrica do Ribatejo está mais perto da neutralidade carbónica

Central Termoeléctrica do Ribatejo está mais perto da neutralidade carbónica
foto DR

Como está EDP a contribuir para a descarbonização na região? Qual o benefício do uso de veículos eléctricos e como se concilia o interesse comercial com a defesa do ambiente?

A Central Termoeléctrica do Ribatejo, na Vala do Carregado, concelho de Alenquer, é o exemplo dado pela EDP para o que está a ser feito para descarbonizar a região. Esta central utiliza “uma das mais eficientes” tecnologias de produção de electricidade: ciclo combinado a gás natural. Segundo fonte da EDP, este tipo de centrais produz muito baixas emissões de NOx e de partículas e zero emissões de SO2. Comparando com as centrais termoeléctricas a carvão emitem cerca de três vezes menos CO2.


A mesma fonte refere que a empresa está a desenvolver nessa central um projecto de produção de hidrogénio com armazenamento, para utilização, juntamente com gás natural, no processo de produção de electricidade da central. “Trata-se de um projecto-piloto que permitirá ganhar experiência com este novo vector energético, que constitui uma opção clara para a transição energética com vista à descarbonização e à neutralidade carbónica”, afirma.


Na produção de energia, visando a melhoria da qualidade do ambiente na região, a EDP aponta como vantajoso olhar para a energia solar, em particular, o solar descentralizado, que considera economicamente competitivo e que é “o contributo de cada um no caminho para uma transição energética urgente e necessária”.

Linhas eléctricas mais visíveis para as aves

Em termos de distribuição as medidas minimizadoras de impacto ambiental estão implementadas desde 2003 e enquadram-se no âmbito dos Protocolos Avifauna para mitigação de impactos. São elas, por exemplo, a correcção de linhas consideradas como potencialmente perigosas para a avifauna. Foi aplicado um conjunto de soluções técnicas como o isolamento das partes sensíveis em tensão junto aos apoios de rede para evitar a electrocussão e colocação de dispositivos anticolisão no sentido de tornar as linhas eléctricas mais visíveis para as aves em voo.


São medidas cujas prioridades de intervenção são acordadas por uma comissão técnica de acompanhamento: a Comissão Técnica de Avaliação de Linhas Eléctricas e Aves, constituída pela EDP Distribuição, Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, Quercus, SPEA - Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves e Liga para a Protecção da Natureza.

Vantagens do veículo eléctrico

A eléctrica destaca ainda o investimento nas redes inteligentes, cuja principal vantagem consiste no conhecimento dos fluxos de energia possibilitando uma gestão eficiente e optimizada, reduzindo as perdas de energia e contribuindo para o meio ambiente. As redes inteligentes permitem a ligação à produção distribuída, dando resposta à penetração da geração renovável (eólica ou fotovoltaica) e do veículo eléctrico.


Ainda no veículo eléctrico a EDP refere que as vantagens da sua utilização são evidentes. São duas a três vezes mais eficientes que os tradicionais com motor de combustão interna e a sua utilização resulta num menor consumo global de energia. Destaca ainda que têm um melhor desempenho ambiental, mesmo se alimentados por electricidade com uma componente importante de combustíveis fósseis, o que não se verifica em Portugal. Além disso não produzem emissões poluentes, nem emissões de CO2 ou ruído.

Descarbonização e criação de valor para os accionistas

O MIRANTE quis também saber como se concilia na EDP o interesse comercial com a defesa do ambiente. Fonte da eléctrica realçou que a empresa continua a trabalhar e a investir no sentido de atingir as metas traçadas no Plano Estratégico para 2019-2022 e que apontam para que a energia com origem em fontes renováveis seja superior a 70% em 2022 e a 90% em 2030. O objectivo, realça, é contribuir para o objectivo de descarbonização e redução de emissões criando valor tanto para os accionistas como para o ambiente e para a sociedade.

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