Sociedade | 28-06-2020 18:00

Francisco morreu aos 17 anos numa tarde que devia ser de diversão

Francisco morreu aos 17 anos numa tarde que devia ser de diversão

Jovem de 17 anos faleceu na sequência de um mergulho no açude de Atalaia, em Vila Nova da Barquinha. Populares dizem que o local não é perigoso e que se tratou de um acidente.

Alguns populares garantem que o açude na ribeira da Atalaia, concelho de Vila Nova da Barquinha, não é perigoso e que o acidente que vitimou o jovem Francisco Rodrigues, de 17 anos, na segunda-feira, 22 de Junho, foi esporádico. O jovem estava no local a passar a tarde com os amigos e num mergulho terá batido com a cabeça numa pedra. Os bombeiros retiraram da água o jovem, que ficou submerso, e fizeram manobras de reanimação. Francisco acabou por morrer na ambulância a caminho do hospital.


O jovem estudava na Escola Profissional Gustave Eiffel, na vizinha cidade do Entroncamento. Quem o conhecia conta que era um rapaz muito educado e sociável. Os residentes em Atalaia costumavam vê-lo a frequentar a missa todas as semanas e o café junto ao parque de lazer da localidade. O pai era conhecido por ter sido o massagista de serviço da União Desportiva Atalaiense e o seu avô é actualmente a pessoa mais velha da freguesia, com 99 anos.

Acidente esporádico em local escondido

Devido à pandemia os jovens têm vindo a procurar espaços para estarem em convívio, alguns deles mais escondidos. O MIRANTE foi ao açude onde ocorreu o acidente e falou com alguns frequentadores da zona. Rogério Lopes, 66 anos, é frequentador do açude desde pequeno. Conta que com a moda das caminhadas e o facto de ter sido criado há mais de cinco anos o trilho da cascata, o local começou a receber mais pessoas. “Este é um sítio agradável, fresquinho e a malta até traz para aqui bebidas e batatas fritas para petiscar”, adianta ao nosso jornal.


Também Jorge Lourenço, 63 anos, admite que o açude oferece mais segurança que o próprio rio Tejo e que desde há uns anos houve um aumento de pessoas a ir para aquele espaço. O residente em Atalaia acredita que esta morte pode abrir os olhos aos jovens que para ali vão e arriscam, esquecendo-se que aquilo tem acessos estreitos e depois os meios de socorro têm dificuldades em ali chegar.


A O MIRANTE, o presidente da Junta de Freguesia da Atalaia, Manuel Honório, explica que o açude está em terreno privado e que não tinha conhecimento da existência do trilho da cascata. O autarca acredita que o local não apresenta perigosidade, mas também sabe que os jovens confiam demais e abusam. O açude serviu durante décadas os lagares de azeite que existiam na zona.

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