Sociedade | 29-06-2020 07:00

Desemprego cresce na região com Vila Franca de Xira e Benavente a liderar

Desemprego cresce na região com Vila Franca de Xira e Benavente a liderar

Santarém, Cartaxo e Azambuja também viram crescer o número de pessoas que, por causa da pandemia, perderam o emprego.

O desemprego disparou na região nos últimos dois meses e o concelho de Vila Franca de Xira é o campeão dos números, com 1.209 novas pessoas a inscreverem-se à procura de trabalho nos centros de emprego. É um aumento de 36 por cento, que deixa aquele concelho ribatejano com 4.542 pessoas actualmente sem emprego e a depender das ofertas que chegam aos centros de emprego.


Benavente é o segundo concelho onde mais gente perdeu emprego e entre o final de Fevereiro e o final de Abril 333 novas pessoas foram procurar trabalho, perfazendo agora 1.273. É um agravamento de 35 por cento. Na região abrangida por O MIRANTE, Azambuja vem logo a seguir com 125 novos desempregados, perfazendo um total de 595 inscritos e uma percentagem de agravamento de 26,5 por cento.


No Cartaxo há registo de 134 novos inscritos totalizando agora 647 pessoas à procura de trabalho, um aumento de 26 por cento. Santarém soma agora 1.509 pessoas inscritas no centro de emprego, tendo-se juntado 301 novas pessoas à procura de trabalho nos últimos dois meses.


No Médio Tejo os números divulgados pelo IEFP também não são animadores. Tomar registou um aumento de 210 desempregados, tendo actualmente 1.012 pessoas inscritas. Em Abrantes, 368 novas pessoas perderam trabalho e inscreveram-se para procurar novo emprego, totalizando actualmente 1.793. Torres Novas, que tinha 673 desempregados inscritos, viu esses números aumentarem para os 854. E em Ourém, o concelho onde se situa o santuário de Fátima, o desemprego cresceu, com 372 novos desempregados, perfazendo um total de 953 pessoas inscritas.


Os números constam dos últimos dados divulgados pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) e confirmam a informação já avançada pelo presidente do município de Vila Franca de Xira, Alberto Mesquita, de que a situação naquele território é “muito má” e está em linha com aumento dos apoios sociais que estão a ser dados a famílias em dificuldades.


Cláudia Martins, vereadora da CDU em Vila Franca de Xira, já tinha mostrado forte preocupação com o encerramento de fábricas e empresas por causa da pandemia de coronavírus e do confinamento obrigatório que foi imposto no final de Março. “Sabemos que houve muitas empresas que fecharam, existem muitas famílias afectadas e o flagelo social é muito grande no concelho de Vila Franca de Xira”, lamentou.


Em Vila Franca de Xira as mulheres continuam a ser quem mais sofre com o desemprego, superando o número de homens. Quem mais perdeu o emprego foram pessoas entre os 35 e os 54 anos (2.005 inscritos), logo seguido pelos jovens entre os 25 e os 34 anos. Este cenário é idêntico no resto dos concelhos da região. Na generalidade o desemprego na região ficou abaixo da média da região de Lisboa, que ronda os 30 por cento. Em Coruche, por exemplo, o desemprego aumentou 19,6 por cento para um total de 664 pessoas.

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