Sociedade | 30-07-2020 07:00

Apesar de cada vez mais ocupados avós continuam a ter tempo para os netos

No Dia dos Avós conversámos com quatro avós da região para perceber o que permitem aos netos que não permitiam aos filhos e se acreditam que o papel dos pais é educar e o dos avós mimar.

Os avós trabalham cada vez até mais tarde, mas são um elemento estruturante na maioria das famílias. Ajudam os pais, contam histórias, jogam, ajudam nos estudos, passeiam e são cúmplices dos netos. No Dia dos Avós, 26 de Julho, conversámos com quatro avós da região para perceber o que permitem aos netos que não permitiam aos filhos, se acreditam que o papel dos pais é educar e o dos avós mimar e como viveram os meses de confinamento imposto pela Covid.

Maria Beatriz Martinho, presidente do Conservatório de Música de Santarém, tem três filhos e nove netos, com idades entre os 13 e os 21 anos, e admite que hoje em dia os avós estão sempre muito ocupados, mas todo o tempo disponível é para os filhos, quando precisam, e para os netos. O mimo dos avós tem outro sabor e só quando se é avó é que se consegue perceber.

Diamantino Diogo tem dois netos, dois rapazes de 12 e 19 anos. A caminho vem uma netinha, que chega em Outubro. O ex-administrador da Caixa Agrícola de Coruche, confessa que permite muitas coisas aos netos que não permitia aos filhos. “Éramos muito mais rigorosos no nosso tempo de pais. Para algumas coisas era bom, para outras não”, conta.

Fernando Pereira Caldas, gerente da Sociedade Distribuidora de Gás José Marques Agostinho, tem dois filhos e sete netos entre os 3 e os 22 anos e diz-nos que há avós que passam a vida a ralhar, mas não é esse o seu feitio. “Prefiro convencê-los com a argumentação. É verdade que os pais devem educar e os avós mimar, esse é o princípio, mas em situações limite defendo que os avós também devem pôr um travão aqui ou acolá”.

Maria Emília Rufino, presidente da direcção do Lar de Santo António, em Santarém, tem três netos. Um pequenino, em Portugal, e dois mais crescidos, com 9 e 11 anos, em Espanha. Confessa-se uma avó mãe: “aquilo que não permitia aos filhos também não permito aos netos”.

Uma reportagem para ler na íntegra na edição de O MIRANTE já nas bancas.

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