Sociedade | 31-07-2020 18:00

Para se livrar do amianto nas escolas  Almeirim tem de ajudar o Governo

Para se livrar do amianto nas escolas  Almeirim tem de ajudar o Governo
SOCIEDADE

O que o Ministério da Educação dá para a remoção das coberturas com amianto nas últimas três escolas que ainda têm este tipo de material, proibido em Portugal em 2005, só dá para 60 por cento dos custos.

A Câmara de Almeirim vai ter de pagar quase metade dos custos da remoção das coberturas com amianto nas duas escolas do segundo e terceiro ciclos e na secundária quando devia ser o Ministério da Educação a pagar a totalidade. A autarquia ficou com a competência das EB 2/3 de Almeirim e de Fazendas, mas recebeu as escolas em 2009 sem que tivessem sido mudadas as coberturas. Na secundária, que está na alçada do ministério, o município acabou por fazer um protocolo para liderar o processo de substituição das coberturas e assumir parte dos custos, porque senão, assume o presidente socialista Pedro Ribeiro, os trabalhos ou não eram feitos tão depressa ou nunca seriam feitos pelo Governo.


Nas escolas do segundo e terceiro ciclos o município já fez o concurso para as obras, que devem começar ainda este Verão, durante o período de férias, e o melhor preço conseguido foi de 90 euros o metro quadrado. Enquanto o Governo assume o pagamento de 55 euros por metro quadrado. A obra da escola de Fazendas de Almeirim vai custar 273 mil euros e a da escola de Almeirim 277 mil euros. Os trabalhos não devem ficar concluídos antes do início do ano lectivo e vai ter que ser encontrada ainda com o empreiteiro uma solução alternativa para os alunos terem aulas presenciais.


No caso da escola secundária, o concurso está para ser lançado e já não vai ser possível fazer os trabalhos no período de férias de Verão, podendo até nem começar antes de 2021. Sendo a escola maior do concelho, o autarca diz que o preço base do concurso deverá rondar os 400 mil euros, podendo o valor descer ligeiramente. Pedro Ribeiro, apesar de reconhecer que a autarquia recebeu a competência das escolas EB 2/3 com as condições financeiras que o Governo quis, queixa-se que o que recebe para manutenção dos estabelecimentos escolares é diminuto face às necessidades. O presidente diz que os 20 mil euros anuais por escola não pagam as reparações que se têm de fazer habitualmente em áreas como carpintaria, canalizações e redes de água e nos sistemas eléctricos e de iluminação.

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