Sociedade | 05-08-2020 12:30

Insegurança continua junto à estação da Castanheira do Ribatejo

Insegurança continua junto à estação da Castanheira do Ribatejo
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foto DR

Passageiro viu um homem a roubar combustível dos automóveis que estavam estacionados e chamou as autoridades. Espaço tem falta de vigilância e quem usa o comboio teme pelos seus bens.

Continua a reinar um clima de insegurança na estação de comboios da Castanheira do Ribatejo e alguns utentes defendem a necessidade de ser colocado no local um vigilante ou um agente da autoridade. As preocupações não são de agora e os relatos de sustos, em especial no período nocturno, são frequentes. As autoridades policiais têm reforçado o patrulhamento na zona mas isso não satisfaz os utentes.


No dia 21 de Julho a GNR deteve em flagrante um homem de 27 anos a roubar combustível dos depósitos de vários automóveis estacionados no parque da estação. Foi um passageiro que, ao sair da carruagem, viu a situação e chamou as autoridades. Os militares foram rapidamente ao local e apanharam o homem com dois recipientes contendo oito litros de combustível, um funil e uma mangueira dotada de uma bomba de sucção manual, juntamente com uma chave de fendas com a qual abria os depósitos.


O assaltante tinha junto de si um menor, de 13 anos, que foi sinalizado e o caso entregue à Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Risco de Vila Franca de Xira. Pelo menos desde 2013 que O MIRANTE tem dado nota dos receios dos utilizadores daquela estação.


“Efectivamente pouco ou nada tem sido feito em termos de segurança na estação e o que ainda vai valendo é a vigilância que os próprios passageiros vão fazendo e denunciando”, lamenta João Oliveira, utilizador daquela estação. João pondera lançar uma petição para tentar que sejam introduzidas melhorias na estação.


Os parques de estacionamento não são vigiados e estão fora da malha urbana. Nos últimos meses, diz Sílvia Mendes, outra utente do comboio, há cada vez mais gente a ir de autocarro para o local. “É preferível do que vir de carro. Conheço pessoas que o deixam no centro da Castanheira e depois vêm a pé ou de autocarro para não correrem o risco de lhes roubarem a viatura”, conta.

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