Sociedade | 31-08-2020 10:00

CIMT quer implementar hidrogénio como fonte de energia limpa e renovável

Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo diz que este é passo importante para afirmação da região não só a nível nacional mas também europeu.

A Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT) pretende apostar no hidrogénio como fonte de energia limpa, renovável e alternativa a implementar na região. A CIMT anunciou ter alcançado um parecer favorável da sua manifestação de interesse quanto ao “Projecto Importante de Interesse Europeu Comum (IPCEI) Hidrogénio”. Segundo nota de imprensa, a CIMT constituiu-se, em 2018, como região pioneira nas questões do hidrogénio. Nesse sentido, tem trabalhado com um conjunto de parceiros e entidades diversas num projecto que vai incidir em áreas como as dos transportes públicos rodoviários, promoção da mobilidade suave e cicloturismo, entre outros.

A CIMT pretende também aumentar a eficiência energética global dos edifícios através de micro geração com células de combustível para suprimir as necessidades de calor e electricidade em edifícios. No total, o projecto apresentado compõe a Cadeia de Valor Regional de Hidrogénio nas componentes de produção, distribuição, armazenamento, abastecimento e consumo final, assim como a componente da inovação e conhecimento.

No comunicado, os 13 municípios que integram a CIMT afirmam estar “conscientes que a posição geoestratégica da região do Médio Tejo, no centro de Portugal, projecta o território como promotor de impactos transversais para todo o país sobretudo na promoção da competitividade regional e para a disseminação das boas práticas”, sublinham acrescentando que os seus vários parceiros estão empenhados em criar um ecossistema regional de inovação em termos de hidrogénio com potencial para servir o interior do país.

A presidente da CIMT, Anabela Freitas, que também é presidente da Câmara de Tomar, refere que este é um passo importante que vai contribuir para uma afirmação da região não só a nível nacional mas também europeu. Anabela Freitas dá como exemplo os países dos norte da Europa, onde alguns autocarros e comboios já são movidos a hidrogénio. “A mobilidade e a substituição das energias fósseis são questões centrais neste processo que, diz, deverá envolver cidadãos e empresários, para quem o sector pode representar uma oportunidade de negócio”, realça.

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