Sociedade | 13-09-2020 18:00

Menina violentada e pai esfaqueado em Vila Franca de Xira

Uma criança, de 13 anos, foi assediada e violentada por três homens no bairro de Povos, onde reside. O seu pai acabou esfaqueado seis vezes pelos agressores, depois de os confrontar. A Polícia Judiciária deteve agora os suspeitos que andavam fugidos há seis meses.

Uma menina de 13 anos foi assediada e violentada no bairro de Povos, em Vila Franca de Xira, por três homens com idades compreendidas entre os 17 e os 23 anos. Depois de se conseguir libertar dos agressores a criança correu para casa e pediu ajuda ao pai que acabou por ser esfaqueado seis vezes pelos mesmos indivíduos.

O caso remonta a 27 de Março deste ano, mas só passados seis meses a Polícia Judiciária identificou e deteve os suspeitos que estavam a monte desde essa data. De acordo com o comunicado da PJ, os suspeitos têm idades compreendidas entre os 17 e os 23 anos e, além do crime de abuso sexual de crianças, estão indiciados por outros crimes graves.

Pai acaba esfaqueado depois de confrontar agressores

No dia em que sofreu as agressões, a menina voltava sozinha para casa, por uma zona erma do bairro, depois de ter estado em casa de uma familiar. No caminho foi surpreendida e atacada pelos agressores que já tinham animosidades passadas com a família da vítima.

Ao saber da situação, o pai saiu de casa e foi confrontar o trio de agressores sobre o que tinha acontecido, depois de ouvir as queixas da filha. Daí nasceu uma violenta discussão. Um dos agressores sacou de uma faca e espetou-a seis vezes no corpo da vítima, incluindo no pescoço, abdómen e no peito, que lhe provocaram uma perfuração grave da pleura. A rápida intervenção dos bombeiros locais que o transportaram ao Hospital Vila Franca de Xira evitaram que se esvaisse em sangue até à morte.

Um dos suspeitos, o mais velho, era considerado o terror do bairro, onde mandava pela violência e já tinha antecedentes criminais por ilícitos ligados ao roubo, furtos em estabelecimentos, tráfico de droga e ameaça com arma de fogo. O mais novo estava em fuga de um centro tutelar educativo. Nos dias seguintes ao crime os agressores enviaram mensagens a ameaçar pai e filha de que a voltariam a agredir sexualmente e prometiam matar o pai, caso denunciasse o caso às autoridades.

O caso passou ao lado da maioria do bairro que tem vivido um ambiente pacato nos últimos meses e onde as autoridades não têm registado focos de violência. Os suspeitos já foram presentes a primeiro interrogatório judicial, tendo sido aplicada ao mais velho a medida de coacção mais gravosa, de prisão preventiva, enquanto os outros dois ficaram sujeitos a apresentações policiais, um com periodicidade diária e outro, duas vezes por semana. Ficaram também proibidos de contactar com as vítimas e entre eles, até ao julgamento.

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