Sociedade | 14-09-2020 07:00

Câmara de Tomar culpa empreiteiro por atraso nas obras da Av. Nuno Álvares Pereira

A requalificação da Avenida Nuno Álvares Pereira, em Tomar, devia estar concluída em Abril. O município aprovou a prorrogação do prazo da obra por mais quatro meses, a pedido do empreiteiro, ficando assim a sua conclusão prevista para Dezembro.

A empreitada de requalificação da Avenida Nuno Álvares Pereira, uma das principais entradas da cidade de Tomar, está atrasada e a culpa é do empreiteiro. Esta é a conclusão do executivo da Câmara de Tomar, depois de se ver obrigado a aceitar a prorrogação da empreitada por mais quatro meses, sem qualquer tipo de penalização para a empresa a quem foi adjudicada a obra, a Carlos Gil – Obras Públicas, Construção Civil e Montagens Eléctricas Lda., da Lousã.

Recorde-se que há cerca de dois meses tinha sido aprovada, em reunião de câmara, a prorrogação do prazo por mais um mês. O facto do empreiteiro ter pedido, agora, mais quatro meses para terminar a obra deixou o executivo surpreendido. A obra começou em Julho de 2019 e a sua conclusão estava prevista para Abril de 2020. No entanto, o construtor alega que vários factores contribuíram para o atraso: más condições climatéricas durante o Inverno; chantagem de alguns elementos de etnia cigana que vivem no Flecheiro, por causa do ruído das máquinas; dificuldades no terreno e, principalmente, a situação de pandemia que abanou todos os sectores de actividade.

Os vereadores do PSD não aceitaram estes argumentos e na última reunião de câmara, que se realizou a 31 de Agosto, votaram contra a prorrogação graciosa da empreitada por mais quatro meses. “Desde o início da obra que as coisas estão mal. Chegavam a estar apenas dois profissionais no terreno a trabalhar. A empresa não estava preparada para assumir uma empreitada desta dimensão”, afirmou a vereadora do PSD, Célia Bonet.

O vice-presidente do município, Hugo Cristovão, concordou com as palavras da autarca social-democrata mas salientou que o principal objectivo neste momento é terminar a empreitada e voltar a dar dignidade à Av. Nuno Álvares Pereira e aos munícipes e comerciantes que ali vivem e trabalham. O autarca referiu ainda que retirar a obra ao empreiteiro nesta fase seria muito pior e que não coloca de parte a hipótese de, no final, serem imputadas cláusulas penalizadoras.

A Av. Nuno Álvares Pereira vai sofrer alterações de fundo, com a empreitada a ter um custo total estimado em cerca de 900 mil euros: vão existir menos lugares para estacionamento, redução da largura da estrada, aumento da largura dos passeios, criação de uma ciclovia e colocação de nova iluminação. Actualmente já se consegue circular na parte sul da avenida.

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