Sociedade | 20-09-2020 20:00

Travessa do Porto do Carvão, na Chamusca, agora é uma via rápida de terra batida

Travessa do Porto do Carvão, na Chamusca, agora é uma via rápida de terra batida
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A Travessa Porto do Carvão é utilizada diariamente por dezenas de pessoas que dizem não se sentir seguras. Moradores queixam-se do pó depois da estrada ter começado a servir de alternativa à EN 118 onde se transita com mais dificuldade.

A Travessa Porto do Carvão, que liga a rua Anselmo de Andrade a uma das zonas ribeirinhas da Chamusca, tem gerado muita preocupação entre os habitantes da vila. Em causa está o excesso de velocidade com que os veículos circulam na estrada de terra batida, que coloca em risco as dezenas de pessoas que utilizam o espaço para a prática de exercício físico ou, simplesmente, para um passeio com a família à beira-rio.

A estrada secundária tem sido utilizada diariamente, nos últimos dois anos, por muitos condutores que procuram fugir ao trânsito provocado pelos semáforos colocados na Estrada Nacional (EN) 118, entre o edifício da câmara municipal e a praça de toiros. Joaquim José passeia todos os dias no local com a família e conta ao repórter de O MIRANTE que já ia sendo atropelado um par de vezes. “Esta estrada não é para andar em altas velocidades. Os pneus dos carros não agarram à terra como se agarram ao alcatrão. É muito fácil perder o controlo dos veículos”, explica.

O MIRANTE esteve no local no dia 9 de Setembro e durante cerca de meia hora contou mais de duas dezenas de automóveis que, uns mais que outros, circulavam a uma velocidade inadequada tendo em conta o sítio e o estado do pavimento.

As quatro famílias que moram na Travessa do Porto do Carvão admitem que estão constantemente com o coração nas mãos. “Costumam estar aqui quase todos os dias crianças na rua a brincar. Se não se fizer nada para alterar a situação, ainda vai acontecer alguma tragédia”, sublinha Maria Emília. A moradora diz ainda que é obrigada a ter o seu cão preso em casa durante o dia para não correr o risco de ser atropelado.

António Barreira, também morador na rua, diz que já contactou a câmara municipal algumas vezes para solucionarem o problema, mas até agora só foram feitas promessas. “Já sugeri que se colocassem umas lombas de borracha para obrigar os carros a reduzir a velocidade. Prometeram que o iam fazer, mas já estamos à espera das lombas há mais de um ano”, afirma.

O mesmo morador refere ainda que em certos dias torna-se impossível abrir as janelas de casa devido ao pó levantado pelas viaturas. “É triste que este problema de fácil resolução dure há tanto tempo”, lamenta.

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