Sociedade | 24-10-2020 20:00

Foi de táxi assaltar os correios de Vialonga que ficam ao lado da GNR

Foi de táxi assaltar os correios de Vialonga que ficam ao lado da GNR
SOCIEDADE

Assaltante entrou na loja dos CTT sem se aperceber que na vizinhança ficava o posto da Guarda. Acabou apanhado à saída, depois de ter sido dado o alerta.

Ficou obrigado a apresentações diárias nas autoridades e proibido de sair do país enquanto aguarda julgamento, o cidadão estrangeiro, residente no Barreiro, que na última semana protagonizou uma insólita tentativa de assalto aos Correios de Vialonga. O homem, de 22 anos, está autorizado a permanecer em Portugal para realização de tratamentos médicos, mas agora ficou com o passaporte confiscado até o juiz decidir as consequências da sua atitude.

Na terça-feira, 13 de Outubro, deslocou-se a Vialonga armado com uma faca de cozinha e com um gorro dentro da mochila. Chegou à vila ribatejana de autocarro e pediu transporte para a estação dos Correios a um dos táxis da praça. Foi um taxista do Cabo de Vialonga que acabou por responder ao serviço, por indisponibilidade dos restantes, levando o assaltante à estação dos CTT situada na Rua Calouste Gulbenkian, a mesma onde está localizado o posto da GNR.

Antes de sair do táxi o meliante pediu ao condutor para esperar, porque não ia demorar e precisava de regressar. O taxista concordou e decidiu aguardar. Depois de entrar nos Correios meteu o gorro na cabeça, irrompeu pela fila, chegou-se ao balcão e num português sofrível exigiu à funcionária que lhe desse todo o dinheiro ou matava-a.

A funcionária manteve a calma, conseguiu trancar o cofre antes de o entregar e deu também ao assaltante o valor da caixa, contendo pouco mais de mil euros em notas e moedas. Nesse instante um outro funcionário que estava a entrar na estação viu o que se passava e decidiu ir a correr ao posto da GNR pedir ajuda. Os guardas apanharam o homem quando estava a tirar o gorro e a sair dos Correios. Acabou interceptado logo ali e todos os bens foram recuperados. O assaltante não ofereceu resistência.

O MIRANTE tentou falar com o taxista envolvido na situação, mas tal não foi possível até à data de fecho desta edição. “O homem do táxi nem percebeu o que estava a acontecer. Eu estava a regressar a casa e vi um homem dos Correios a correr rua abaixo mas não tinha logo percebido o que aconteceu. Só quando vi a GNR é que percebi que estava a haver um assalto”, recorda a O MIRANTE Florbela Soares, moradora em Vialonga. Garante que o bairro é pacato e que raramente há problemas. “Foi tudo muito pacífico, sem violência, os GNR foram impecáveis. Agora já se sabe, com a pandemia muita gente vai passar dificuldades e isto pode acontecer mais vezes”, lamenta.

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