Sociedade | 25-10-2020 12:30

Futuro do Campo Infante da Câmara em ponto morto

Não se prevêem grandes novidades para os próximos tempos no que toca à requalificação dessa zona nobre da cidade de Santarém.

Assunto já com barbas em Santarém, o futuro do Campo Infante da Câmara voltou a ser abordado na última sessão da assembleia municipal para se chegar à conclusão que não se prevêem grandes novidades para os próximos tempos. O eleito Francisco Mendes, do movimento independente Mais Santarém, que integrou as listas do PS, recordou que em Junho de 2018 a assembleia municipal aprovou uma moção no sentido de ser feito um estudo prévio para estar concluído até final desse ano. Depois, em Outubro de 2018, foram aprovadas as linhas orientadoras a que esse estudo prévio devia atender, mas o famigerado estudo continua por concluir.

Daí para cá, as únicas novidades foram as decisões do município de localizar o novo terminal de autocarros no antigo campo da feira – o que ainda não aconteceu - e ceder a colectividades da cidade mais alguns espaços existentes nessa zona nobre da cidade. Medidas avulsas que o presidente do município, Ricardo Gonçalves (PSD), considera não colidirem com o futuro projecto. Para já, informou o autarca, a Faculdade de Arquitectura de Lisboa tem estado a trabalhar no projecto e em breve o município entrará também nesse processo.

Recorde-se que em Outubro de 2018 a Assembleia Municipal de Santarém aprovou por unanimidade, com direito a salva de palmas e tudo, o modelo base de requalificação do Campo Infante da Câmara, onde até 1994 decorreu a Feira Nacional de Agricultura. Prevê-se a criação de espaços para o desporto informal e de jogo e recreio, enquadrados num vasto parque urbano verde, e um equipamento cultural com lotação até 600 pessoas. O espaço para estacionamento também deverá continuar, embora mais encostado à periferia do campo.

A proposta final articulada entre as várias forças políticas defende ainda como fundamental a conclusão dos prédios de habitação e comércio inacabados e que o projecto, no que toca aos espaços verdes, tenha em conta o facto de Santarém ser habitualmente uma das cidades mais quentes do país. A criação ali de uma espécie de pulmão da cidade foi várias vezes referida.

A feira quinzenal também vai continuar por ali, pelo menos até que se encontre outro espaço disponível para o efeito e que mereça a concordância dos vendedores. E também se defendeu a articulação da intervenção no Campo Infante da Câmara com a que está prevista para a vizinha Avenida Afonso Henriques.

O presidente da câmara esfriou algum entusiasmo lembrando que dificilmente haverá financiamento da União Europeia para essas intervenções e que, por isso, o projecto será para concretizar gradualmente, num horizonte temporal de 10 a 12 anos. Até porque, sublinhou, há muitos outros investimentos a fazer na cidade e no concelho.

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