Sociedade | 25-10-2020 12:30

Oposição critica compra de antigo edifício da CGD em Torres Novas

A Câmara de Torres Novas vai comprar o antigo edifício da Caixa Geral de Depósitos na cidade para instalar a Startup.

A Câmara de Torres Novas vai comprar o antigo edifício da Caixa Geral de Depósitos na cidade para instalar a Startup (ninho de empresas) que tem que deixar o edifício B do Convento do Carmo para dar lugar à Loja do Cidadão. A aquisição custa à autarquia 200 mil euros, um valor que a maioria socialista considera “muito bom” após uma longa negociação. O negócio foi aprovado apenas com os votos da maioria socialista, uma vez que o Partido Social-Democrata (PSD) absteve-se e o Bloco de Esquerda (BE) votou contra, na reunião de câmara de 14 de Outubro.

Para o vereador João Quaresma (PSD), o dinheiro aplicado poderia ter outro destino no âmbito de uma “verdadeira reabilitação urbana”, considerando esta aquisição como um mero “negócio imobiliário”. O vereador apresentou ainda dúvidas sobre o destino a dar ao imóvel. “Tenho dificuldades em perceber, a câmara já tem o edifício da antiga loja Galinha Gorda, que está muito próximo deste. Seria um bom espaço para instalar a Startup”, apontou.

Graça Martins, que está a substituir a vereadora Helena Pinto (BE), explicou o sentido de voto por não concordar com a aplicação desta verba na compra do edifício, preferindo que fosse investida na aquisição de edifícios de habitação para reabilitação. “O Bloco está disponível para, também, adquirir os imóveis em Árgea e Rexaldia por imperiosos motivos de segurança das pessoas, assim como do antigo cinema de Riachos, património que deveria ser preservado e mantido no domínio público”, apontou ainda.

A comissão concelhia do PSD também se insurgiu contra esta aquisição. Em comunicado, o PSD de Torres Novas refere que o executivo está a tentar “tapar o sol com a peneira” aos torrejanos tentando passar uma esponja pelos anos de total abandono do centro histórico. “O PS apresenta como solução a aquisição de um imóvel dos anos 90, construído em betão armado que pode ser remodelado para uma qualquer actividade comercial ou de serviços e que em nada tem a ver com reabilitação urbana”, alega o partido.

Para o PSD este negócio imobiliário não passa de uma troca de favores com a Caixa Geral de Depósitos, que depois de ter encerrado as suas instalações “nunca teve vontade de dinamizar a venda ou a promoção daquele imóvel”.

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