Sociedade | 25-10-2020 07:00

Vai começar mais uma batalha de Tomás contra o cancro

Vai começar mais uma batalha de Tomás contra o cancro
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Menino de Marinhais já retirou tumores e vai iniciar quimioterapia. Família continua a precisar de ajuda para pagar tratamentos da criança a quem foi diagnosticado inicialmente um tumor ósseo maligno numa tíbia que alastrou para os pulmões.

Tomás Leal, o menino de seis anos a quem foi diagnosticado um cancro nos pulmões, foi operado no final de Setembro para remoção dos tumores e está em casa a recuperar. Daqui a cerca de duas semanas fará novos exames e, se estiver tudo estabilizado, inicia a quimioterapia.

O caso do menino de Marinhais, concelho de Salvaterra de Magos, tem mobilizado a atenção e apoio de muita gente depois de há cerca de um ano a família ter descoberto que Tomás tinha um tumor ósseo maligno alojado numa tíbia. A situação obrigou a tratamentos muito caros numa clínica em Espanha, pois a solução dos médicos em Portugal era amputar a perna.

Quando a família começava a respirar de alívio, durante exames de rotina, os médicos informaram que o cancro tinha alastrado para os pulmões. Os pais, José Leal e Paula Simões, confessaram a O MIRANTE sentirem-se desolados por nunca mais se verem livres do drama que atingiu os seus filhos.

Três anos antes, Marta, irmã de Tomás, foi diagnosticada com a mesma doença numa perna. “É desolador, nunca nos habituamos e cada vez é pior porque a impotência e a frustração vão aumentando”, afirmou José Leal, guarda prisional de profissão que está em assistência à família há cerca de três anos.

Depois do caso ter sido tornado público, o apoio à família tem crescido porque Tomás necessita de continuar os tratamentos em Pamplona (Espanha). Se mudassem de clínica o processo teria que voltar ao início e como os tumores são muito agressivos a família não quer perder tempo. Já conseguiram angariar parte do dinheiro mas ainda falta cerca de metade para chegar aos 100 mil euros que, normalmente, é o preço de um tratamento.

Os primeiros tratamentos de Tomás, que começaram em Outubro do ano passado, foram totalmente pagos pelos pais da bebé Matilde, diagnosticada com atrofia muscular espinhal do tipo 1, uma doença rara, que mobilizou o país com uma campanha solidária, que angariou mais de dois milhões de euros. Entretanto, o Estado comparticipou o tratamento de Matilde e os seus pais doaram o valor necessário para os tratamentos de Tomás.

Irmã sofreu da mesma doença

O caso de Tomás Leal não é único na família. Há três anos a sua irmã, Marta, na altura com seis anos, foi diagnosticada com a mesma doença e correu o risco de ver uma das pernas amputada. A família decidiu procurar alternativas de tratamento em clínicas em Itália e na Alemanha até descobrirem a clínica Navarra, em Pamplona (Espanha).

Foram a uma consulta e a família começou logo a arranjar dinheiro para pagar os tratamentos de Marta, com um custo de 90 mil euros. Entre alguns empréstimos da família e vários contributos de colegas de trabalho, amigos e desconhecidos a menina acabou por fazer os tratamentos e receber a boa notícia de que o tumor alojado no fémur tinha desaparecido. Três anos depois a família voltou a passar pelo mesmo tormento. Foi em Maio de 2019 que Tomás começou a ter os primeiros sintomas. O diagnóstico foi confirmado no final de Setembro, tendo-se iniciado o processo de recuperação do menino.

Marta, actualmente com 10 anos, realizou nova operação em Maio deste ano para substituir o osso da tíbia. Como a menina vai crescendo é necessário substituir o osso para as pernas ficarem do mesmo tamanho. O mesmo vai acontecer com Tomás.

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