Sociedade | 26-10-2020 10:00

Estações ferroviárias de Tomar e Setil adaptadas para alojamento local

Governo decidiu alargar às estações e apeadeiros ferroviários o programa Revive que pretende requalificar imóveis públicos para fins turísticos.

O primeiro andar da estação ferroviária de Tomar vai ser transformado em alojamento local. A informação foi dada pela presidente do município, Anabela Freitas (PS), em sessão camarária, respondendo a uma questão levantada pelo vereador Luís Ramos (PSD). Anabela Freitas explicou que já reuniu com a Infraestruturas de Portugal (IP) estando previsto instalar ali uma unidade de alojamento, estando já a decorrer obras para esse fim. Em relação à estação de Santa Cita, a autarca disse que não está prevista qualquer intervenção.

O Governo decidiu alargar às estações e apeadeiros ferroviários o programa Revive que pretende requalificar imóveis públicos para fins turísticos. Na primeira fase há 30 locais já identificados, sobretudo no Alentejo e Norte. As estações de Tomar e Setil (esta no concelho do Cartaxo) são as únicas do país incluídas no programa Revive. O presidente da Câmara do Cartaxo, Pedro Magalhães Ribeiro, disse a O MIRANTE que, apesar da estação ferroviária de Setil estar incluída no programa de reabilitação, não teve conhecimento formal do projecto nem do que se pretende realizar no local.

“São estações em estado devoluto e que não integram os planos de renovação da ferrovia em Portugal. Podem ser mobilizadas para outros fins”, referiu a secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, à comunicação social.

O programa Revive Ferrovia arrancou a semana passada. A gestora da rede ferroviária nacional (IP) assinou um protocolo para que as estações e apeadeiros passem para o fundo de investimento associado ao programa Revive Natureza. Com cinco milhões de euros do Turismo de Portugal, este fundo foi lançado em 2019 para ajudar na recuperação de antigas casas florestais, postos da Guarda Fiscal e outros pequenos imóveis dispersos.

Na segunda fase, no primeiro trimestre de 2021, serão lançados os primeiros concursos públicos para concessionar estes espaços a operadores privados. O vencedor de cada estação, depois, tem de financiar a obra com fundos próprios ou procurar apoio junto da banca. Cada infra-estrutura deverá ser concessionada por pelo menos 20 anos; prazo que varia conforme o contrato.

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