Sociedade | 29-10-2020 14:13

Lezíria do Tejo está fora do plano de investimentos porque é vítima de desorganização

Lezíria do Tejo está fora do plano de investimentos porque é vítima de desorganização

Os onze autarcas que fazem parte da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo estão zangados com o Governo e dizem que não faz sentido continuarem a fazer parte de duas CCDR. A região tem sido maltratada pelo Governo por falta de estratégia.

A Lezíria do Tejo está fora do programa nacional de investimentos para a próxima década porque não tem poder necessário junto do Governo, em virtude de estar mergulhada numa situação a que o presidente da Câmara da Golegã, Veiga Maltez, chama de bizarra. Em causa está o facto de esta sub-região pertencer a duas comissões de coordenação e desenvolvimento regional (CCDR), a de Lisboa e Vale do Tejo e a do Alentejo. Facto que leva os onze presidentes de câmara da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT), reunidos esta quinta-feira, 29 de Outubro, a assumirem que esta desorganização tem prejudicado os municípios.

Numa conferência de imprensa após a reunião do conselho intermunicipal, para lamentar o facto de não haver obras previstas no programa até 2030, que são essenciais para a sub-região. Como é o caso do desvio da Linha do Norte no concelho de Santarém, a conclusão do IC3, a ponte Rainha Dona Amélia e a conclusão do IC10 com a resolução do problema das pontes de Coruche. Os autarcas da CIMLT, maioritariamente do PS, estão zangados com o Governo socialista e vão fazer pressão para que a administração central compense a Lezíria do Tejo.

O presidente da comunidade e da Câmara de Almeirim, Pedro Ribeiro, defendeu a implementação de uma ideia já falada, mas com pouco vigor, agregando as sub-regiões da Lezíria, Médio Tejo e Oeste em Investimentos Territoriais Integrados (ITI). Para o autarca isso permitiria uma estratégia comum, dotada de meios financeiros para dar corpo a estratégias comuns. Pedro Ribeiro considera que a não inclusão dos investimentos necessários para a região no programa nacional, deve-se a esta falta de estratégia.

Realçando que é altura de dizer basta à forma como a região tem sido tratada, o presidente de Benavente (CDU), Carlos Coutinho, diz que esta não pode continuar numa situação de incoerência entre o que são os planos estratégicos, definidos pela CCDR de Lisboa e Vale do Tejo, e onde se vai buscar o dinheiro dos fundos europeus, que é à CCDR do Alentejo. Francisco Oliveira, autarca de Coruche, realçou que a região tem de ter uma identidade própria e considerou estranho que os autarcas da Lezíria do Tejo tenham capacidade para eleger o presidente da CCDR de Lisboa e Vale do Tejo e não possam ter uma palavra a dizer na CCDR do Alentejo.

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