Sociedade | 06-11-2020 15:00

Sardoal critica actuação da Tejo Ambiente e facturas com valores exorbitantes

Presidente da câmara considera que o trabalho da nova empresa intermunicipal de água e saneamento não tem corrido como o esperado.

O presidente da Câmara do Sardoal afirmou em sessão camarária que os tarifários apresentados pela Tejo Ambiente estão totalmente desajustados. Miguel Borges criticou os valores da última facturação, “muitíssimo superiores aos valores habituais”. O autarca manifestou preocupação com a situação que diz estar a passar-se em todos os seis concelhos que integram a empresa intermunicipal responsável pela água e saneamento nos concelhos de Tomar, Ourém, Mação, Sardoal, Vila Nova da Barquinha e Ferreira do Zêzere.

Miguel Borges revelou ter a mesma opinião que o autarca de Mação, Vasco Estrela, ao admitir que a actuação da Tejo Ambiente “não tem corrido como esperado” nos primeiros meses de actividade. “Aconteceram lapsos operacionais que condicionam em muito a vida dos munícipes de todos os concelhos abrangidos”, lamentou. Deu como exemplo o caso de um munícipe que estava a receber facturas com o valor muito abaixo do normal e foi pedir esclarecimentos à Tejo Ambiente. “A leitura não era feita e depois no último mês, com leitura real, os valores dispararam. É um disparate, tem que haver consequências”, criticou Miguel Borges.

O autarca já manifestou o seu desagrado por diversas vezes ao conselho de administração e ao director executivo da empresa intermunicipal. Foi ainda solicitada, com urgência, uma explicação para o que se está a passar e requerida uma rápida regularização das situações que estão erradas. Os vereadores da oposição concordaram com o presidente e mostraram-se preocupados. “É mais do que tempo para esta situação estar regularizada”, criticou Miguel Borges.

O arranque da Tejo Ambiente estava previsto para 1 de Janeiro de 2020 mas só aconteceu para os concelhos de Ourém e Tomar. Os restantes quatro só aderiram em Junho mas até agora as coisas não estão a correr bem. A empresa tem um capital social de 600 mil euros e os municípios de Tomar e de Ourém detêm as maiores participações (com 35,63% e 32,37%, respectivamente), seguidos de Mação (10,85%), Ferreira do Zêzere (7,94%), Vila Nova da Barquinha (7,63%) e Sardoal (5,58%).

Os municípios de Ourém e Tomar vão receber investimentos nas próximas décadas na ordem dos 33,8 e 33,4 milhões de euros (ME), respectivamente, seguindo-se depois Mação (17,7 ME), Ferreira do Zêzere (13,5), Vila Nova da Barquinha (8,7 ME) e Sardoal (5,5 ME).

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