Sociedade | 13-11-2020 10:00

Câmara de Tomar apresenta queixa-crime por novo caso de poluição no rio Nabão

Câmara de Tomar apresenta queixa-crime por novo caso de poluição no rio Nabão
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A Câmara de Tomar apresentou nova queixa-crime por mais uma descarga ilegal de efluentes no rio Nabão, detectada na madrugada de segunda-feira, 9 de Novembro.

A Câmara de Tomar apresentou nova queixa-crime por mais uma descarga ilegal de efluentes no rio Nabão, detectada na madrugada de segunda-feira, 9 de Novembro. Ao final da tarde ainda era possível verificar vestígios no leito do rio. O município denunciou o caso ao SEPNA (Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente) da Guarda Nacional Republicana (GNR), Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e à empresa intermunicipal Tejo Ambiente. Anabela Freitas deu esta informação em sessão camarária acrescentando que este processo é contra desconhecidos por crime ambiental.

A autarca explicou que vai compilar todas as queixas e enviar ao Ministério do Ambiente para que as entidades actuem sobre as constantes descargas poluentes no rio Nabão. “Este problema tem que ser tratado definitivamente. Devem ser aplicados todos os esforços possíveis por forma a implementar todas as medidas correctivas necessárias”, sublinhou Anabela Freitas. O município considera que este atentado ambiental volta a acontecer de maneira igual aos episódios anteriores aproveitando os dias em que chove com maior intensidade.

Em comunicado, a Câmara de Tomar avisa que as descargas de efluentes, qualquer que seja a sua origem, sem o adequado tratamento prévio, são ilegais e provocam impactos muito significativos no curso de água e na sua envolvente com consequências graves, tanto para o meio ambiente como para a saúde pública. A Polícia de Segurança Pública (PSP) recolheu amostras devido à suspeita de crime ambiental.

Casos de poluição no Nabão são recorrentes

Em Abril de 2018 a presidente da Câmara de Tomar informou que foram identificados mais focos de poluição no rio Nabão além dos 12 iniciais que já se conheciam. Anabela Freitas disse na altura que não possuíam a totalidade dos resultados das análises efectuadas à água.

A autarca respondia às questões levantadas pelo munícipe e ambientalista Américo Costa, durante uma reunião do executivo camarário. Anabela Freitas explicou ainda que os primeiros resultados que obtiveram das análises à água do Nabão apenas detectaram coliformes fecais acima do normal. Referiu também o facto das condutas de água, antigas, terem sido construídas em leito de cheia ou perto de linhas de água, o que pode originar permeabilidade dos solos.

Em Dezembro do ano passado Anabela Freitas explicou que o projecto pioneiro que vai permitir a substituição das iluminárias existentes por tecnologia LED em todo o concelho vai estar associado ao trabalho da IBM que vai monitorizar a qualidade do ar, do rio, os roubos de água nas bocas-de-incêndio e o risco de cheia do rio. “Este projecto de monitorização vai permitir, ou pelo menos ajudar, a monitorizar a poluição no rio Nabão. Sempre que houver uma descarga poluente o projecto de monitorização vai detectar e disparar na GNR o local aproximado onde foram feitas essas descargas. Esperemos que ajude a resolver o problema”, afirmou Anabela Freitas. No entanto, o projecto ainda não está implementado nem a funcionar.

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