Sociedade | 28-11-2020 18:00

Negócio de vivendas no centro de Alverca emperrado nas Finanças

Município quer comprar, Empordef quer vender mas a burocracia está a arrastar o processo. E as casas degradadas no centro da cidade continuam a dar que falar pelos piores motivos.

Continuam a ser um antro de toxicodependência e degradação as antigas vivendas das oficinas de material aeronáutico situadas no centro de Alverca. O município de Vila Franca de Xira já tinha acordado com a empresa pública dona dos imóveis, a Empordef, a sua compra por 270 mil euros mas desde Janeiro que o negócio está emperrado em burocracias no Ministério das Finanças.

António Oliveira, vice-presidente do município, garante que a câmara continua a aguardar por desenvolvimento e promete insistir na resolução, mas está a ser uma espera prolongada e desanimadora. “Continuamos a aguardar que nos chegue informação que permita concluir o negócio”, afirmou o autarca na última reunião pública do executivo, depois de questionado pelo vereador Nuno Libório (CDU) sobre o estado de degradação em que se encontram as vivendas.

António Oliveira promete “insistir na resolução” dos problemas até que o negócio se conclua. A decisão de comprar duas das vivendas ali existentes, recorde-se, foi tomada pelo município há praticamente um ano. O negócio foi aprovado com reservas da oposição CDU e Bloco de Esquerda, que defendem ter sido possível conseguir condições mais favoráveis.

A compra salvaguarda o direito de preferência municipal relativamente às restantes habitações. A câmara entendeu que os 700 mil euros pedidos pela Empordef pelo conjunto das 12 habitações era demasiado elevado e por isso optou por uma compra faseada, dando prioridade às duas moradias onde estão sedeadas a Associação do Pessoal das OGMA e a Associação de Reformados, Pensionistas e Idosos de Alverca. As vivendas são património do Estado que pouco ou nada fez nos últimos anos para o salvaguardar. Até um emparedamento, para evitar que as vivendas fossem ocupadas, teve de ser feito às custas do município.

Por isso, a oposição CDU e Bloco de Esquerda defendem que face ao estado de abandono em que se encontram os imóveis estes deveriam ter vindo para a posse do município a custo zero, ao abrigo da delegação de competências. Mesquita diz que essa foi uma possibilidade estudada mas que legalmente não foi possível.

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