Sociedade | 03-12-2020 18:40

Trabalhador da Águas do Ribatejo agredido por cliente em Alpiarça

Funcionário levou uma cabeçada quando tentava recolher uma amostra de água para análise. Cliente já teria algum historial de reclamações.

Um trabalhador da Águas do Ribatejo (AR) sofreu uma agressão de um cliente quando se deslocou à sua habitação, em Alpiarça, para proceder à recolha de uma amostra de água. Ao que O MIRANTE conseguiu apurar a equipa da Águas do Ribatejo, constituída por dois elementos, deslocou-se ao local, a 26 de Novembro, depois de uma queixa que se prendia com a qualidade da água. Os funcionários foram mal recebidos pelo cliente que os insultou verbalmente e acabou por agredir, com uma cabeçada, um deles. O funcionário teve que ser observado no Centro de Saúde de Alpiarça, onde deu entrada com um sobrolho aberto e uma forte dor de cabeça, permanecendo de baixa. O cliente já teria algum historial de reclamações.

Depois do incidente a Águas do Ribatejo enviou um comunicado às redacções onde condena este acto que será “levado até às últimas consequências”. Na mesma nota a empresa acrescenta que tem sido alvo de “sucessivos ataques” e “notícias difamatórias” nas últimas semanas devido a “alegados abusos da empresa” e a “facturas elevadíssimas” ou “outras histórias das quais habitualmente se conhece apenas uma das partes”.

A AR insiste que os “muito poucos” erros que existem têm sido corrigidos e que, “na esmagadora maioria” dos casos, as facturas traduzem o que foi consumido por parte dos clientes. A empresa refere ainda que expressa todo o apoio e solidariedade para com o trabalhador vítima da agressão e a todos os que trabalham diariamente na prestação dos serviços públicos essenciais de água e saneamento, “pessoas honestas, que procuram dar o seu melhor e, por isso, merecem o nosso respeito e reconhecimento”. A empresa diz estar sempre disponível para receber críticas e reclamações, mas que tal tem que acontecer com respeito, civilidade e honestidade, “não pode valer tudo”, remata.

Recorde-se que a empresa está sob forte contestação pelo envio de facturas com valores muito elevados aos seus clientes. Alguns estão até a organizar movimentos cívicos e a recorrer a advogados para avançarem para a via judicial depois de já terem reclamado junto da empresa que serve sete municípios do Ribatejo, num universo de 150 mil clientes. A empresa confirmou recentemente a O MIRANTE que foram detectados, este ano, 116 casos de erros de leitura, num universo de 324.814 leituras efectuadas. O que se traduz numa percentagem de erro de 0,04 por cento.

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