Sociedade | 27-12-2020 15:00

Médio Tejo quer candidatar rio Tejo a Património da Humanidade

Médio Tejo quer candidatar rio Tejo a Património da Humanidade
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A Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo está a estudar uma candidatura do rio Tejo a Património da Humanidade da Unesco. Município de Abrantes já se disponibilizou para liderar o processo.

A candidatura do rio Tejo a Património da Humanidade da Unesco está a ser estudada pela Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT), construída por 13 municípios, com o objectivo de proteger um património colectivo ibérico e criar uma união em torno do maior rio da Península Ibérica. A garantia foi deixada a O MIRANTE, por Anabela Freitas, presidente da CIMT e presidente do município de Tomar, acrescentando que já começaram a debater o assunto e que a discussão vai ser alargada a outras comunidades intermunicipais.

“Temos que definir se queremos um Tejo navegável, que seja para lazer ou se é possível incluir tudo na mesma candidatura”, referiu a autarca, sublinhando que se a candidatura avançar é preciso “envolver todos os municípios desde a entrada do Tejo em Portugal até Lisboa, onde desagua, para que ganhe mais força”.

Abrantes disponível para liderar

Embora este seja ainda um projecto embrionário, o município de Abrantes já veio disponibilizar-se para liderar a candidatura. “Há já algum tempo que falávamos em diversos fóruns da possibilidade de o rio Tejo ter uma candidatura a Património da Humanidade e acho que chegou a altura de alguém dar o pontapé de saída. Disponibilizei-me para liderar ou ajudar nesta forte possibilidade”, disse Manuel Jorge Valamatos, presidente da Câmara de Abrantes.

Questionada por O MIRANTE, Anabela Freitas diz que ainda é cedo e que “se tiver de ser um município é preciso chegar a um consenso”, mas admite que se a candidatura for alargada, “nada melhor do que ter um município do Médio Tejo a liderá-la”.

Na opinião do autarca abrantino, “com o rio Tejo como Património da Humanidade abrir-se-iam outras portas, outros olhares e outro pensamento porque o Tejo faz parte da história colectiva da região, do país e da Península Ibérica”. Já na reunião de câmara de 9 de Dezembro, Manuel Jorge Valamatos anunciou que havia a “possibilidade de lançar para o mundo o rio Tejo a Património da Humanidade” e que não iria “largar essa oportunidade”.

Com a classificação pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), haveria “outras condições para tratá-lo melhor e olhar para ele ainda com mais atenção e com mais cuidado”, defendeu Valamatos que lidera um concelho onde há queixas constantes de poluição no rio.

Tal como Anabela Freitas, também o presidente do município de Abrantes reconhece que para ganhar escala a candidatura deve integrar os membros proponentes a municípios e instituições à escala nacional, mas também da vizinha Espanha.

Santarém lamenta falta de investimento no rio

O assunto também foi falado na última sessão da Assembleia Municipal de Santarém, onde o eleito Carlos Nestal (PS) questionou o presidente do município, Ricardo Gonçalves (PSD), sobre o assunto e lamentou que não fosse a capital de distrito a perfilar-se para liderar o processo.

Na resposta, o presidente da câmara disse que as questões relacionadas com o Tejo têm merecido a sua atenção e lamentou que o Plano Nacional de Investimentos 2030 tenha deixado de fora o grande projecto para valorização do rio. Acrescentou que a candidatura a Património da Humanidade pode ser muito importante mas actualmente está mais preocupado com a imprescindível regeneração do rio que garanta a água necessária para a agricultura, entre outros fins.

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