Sociedade | 11-01-2021 18:00

Presidentes de junta do PSD criticam revisão do PDM de Tomar

Presidentes de junta do PSD criticam revisão do PDM de Tomar
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foto DR

Autarcas social-democratas consideram que foram pouco envolvidos no processo e que a divulgação da fase de consulta pública junto da população não foi a suficiente.

Os presidentes de junta de freguesia do concelho de Tomar eleitos pelo PSD dizem não haver condições para apoiar a proposta de revisão do Plano Director Municipal (PDM) apresentada pela Câmara de Tomar, de maioria socialista. Na sequência de uma reunião para debater o tema, os autarcas social-democratas tomaram uma posição conjunta onde consideram que “ficam sem resposta questões aparentemente simples, como saber porque é que determinado terreno estava em espaço urbano na proposta que conhecíamos e agora, surpreendentemente, este mesmo terreno não está assim considerado”.

Os autarcas destacam a complexidade técnica do documento e consideram que as duas sessões públicas que tiveram lugar, por iniciativa do município, “não explicaram nada”, tendo apenas “abordado os traços gerais para um público-alvo bastante diversificado”. E entendem que “um processo desta importância deveria ser esmiuçado ao nível de freguesia”, notando que não foram realizadas sessões públicas nas freguesias de forma a haver um cabal esclarecimento deste processo.

Quanto ao envolvimento dos autarcas das freguesias no processo, os eleitos do PSD dizem que “os únicos contributos solicitados foram no âmbito da identificação de todas as associações, ribeiros e pecuárias existentes em cada freguesia, tendo havido reuniões marcadas que nunca se concretizaram”. Acrescentam ainda que “este processo complexo que agora chegou à fase de consulta pública tem suscitado fundadas dúvidas por parte dos cidadãos, mesmo aqueles tecnicamente mais preparados para a temática”.

“O PDM, que vai afectar a vida de todos os cidadãos do concelho de Tomar nos próximos anos, não poderia ser colocado em discussão pública sem os esclarecimentos atrás mencionados, muito menos numa fase de pandemia e numa época festiva”, alegam, acrescentando que a divulgação junto da população acerca deste processo de consulta pública, prevista até 7 de Janeiro, não foi a suficiente. A câmara decidiu entretanto prolongar o processo de discussão pública até 15 de Janeiro.

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