Sociedade | 17-01-2021 13:26

Jorge Ferreira Dias sai da prisão e fica com pulseira electrónica

Jorge Ferreira Dias sai da prisão e fica com pulseira electrónica

Jorge Ferreira Dias, ex-empresário da construção civil que foi preso preventivamente por agressões e ameaças ao executivo da Câmara de Abrantes já saiu da prisão. Fica a aguardar julgamento em casa com vigilância electrónica.

O ex-empresário da construção civil, Jorge Ferreira Dias, que estava detido desde 22 de Dezembro, por ter invadido a reunião do executivo da Câmara de Abrantes e alegadamente ter agredido o presidente do município, saiu da prisão. O arguido vai agora aguardar julgamento em prisão domiciliária com vigilância electrónica.

Em declarações a O MIRANTE, o antigo empresário que mantém há vários anos um litígio com o município de Abrantes, nega ter agredido, ou tentado agredir com um cajado o presidente da câmara Manuel Valamatos e alega ter sido ele vítima de agressões. “É preciso apurar a verdade, o agredido fui eu. Vieram todos para cima de mim, levei no mínimo 10 pontapés”, afirma.

Recorde-se que na manhã de 22 de Dezembro, Jorge Ferreira Dias, entrou de rompante no Edifício Pirâmide, onde decorria a habitual sessão camarária do executivo municipal. De cajado em punho colocou-se à frente do presidente ameaçando os presentes. “Vamos resolver isto a bem ou mal. Para a próxima trago uma granada em cada mão, fecho a porta, e morrem todos”, afirmou.

No momento de maior confusão Jorge Dias dirigiu-se a Manuel Valamatos apontando-lhe o cajado, que o presidente segurou. Acabou por ficar ferido no lábio. O vice-presidente João Gomes magoou o cotovelo ao tentar impedir o confronto.

O antigo empresário diz que o tempo na prisão foi ocupado a “escrever um livro com 150 páginas, sobre o que se estava a passar”, já que “não conseguia dormir”. Quando chegou a casa na quinta-feira, 14 de Janeiro, por volta das 12h00, a primeira coisa que fez foi “abraçar a mulher, o filho e o neto”.

Jorge Ferreira Dias, de 64 anos, que já foi um dos homens mais ricos de Abrantes culpa o município de lhe ter arruinado o negócio e a vida, por causa da titularidade de uma parcela de terreno. Há cerca de um ano o Tribunal Administrativo de Leiria absolveu a Câmara de Abrantes no processo. O empresário recorreu para o Supremo Tribunal de Justiça. "Nunca me irei calar enquanto a justiça não for feita", afirma.

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