Sociedade | 01-02-2021 07:00

Denúncia obriga CHMT a prestar esclarecimentos sobre programa de vacinação

Denúncia obriga CHMT a prestar esclarecimentos sobre programa de vacinação
SOCIEDADE

Centro Hospitalar do Médio Tejo desmente que tenham sido privilegiados elementos do conselho de administração na vacinação contra a Covid-19, esclarecendo que já foram vacinados mais de um milhar de profissionais de saúde. E lamenta que, num momento tão difícil, surjam denúncias maldosas.

O MIRANTE recebeu uma denúncia anónima, de um alegado profissional de saúde do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), revelando que o centro estaria a privilegiar elementos do conselho de administração e funcionários administrativos na vacinação contra a Covid-19. Segundo a mensagem, o CHMT estaria a vacinar profissionais ligados a serviços administrativos, muitos deles em teletrabalho há vários meses, em detrimento de profissionais ligados à prestação de cuidados a doentes Covid-19.

Contactado pelo nosso jornal, o CHMT esclarece que já vacinou mais de um milhar de profissionais da linha da frente do combate à pandemia, representando uma das taxas de vacinação mais altas do país no contexto de unidades hospitalares.

Sobre o assunto da denúncia, o CHMT afirma que vários profissionais, previamente seleccionados para a toma da vacina, faltaram sem aviso prévio, e, uma vez que as vacinas têm um prazo de validade muito curto, chamaram “à pressa” três elementos do secretariado e um do conselho de administração para não perderem a oportunidade.

O Centro Hospitalar refere ainda que estão incluídos no seu plano de vacinação, entre outros, electricistas, canalizadores e informáticos. “O próximo lote de vacinas vai ser, também, afectado a trabalhadores que são essenciais para o normal funcionamento da instituição, nomeadamente profissionais ligados à aquisição de medicamentos ou outros bens de consumo clínico”, explica o CHMT, num comunicado enviado à redacção de O MIRANTE.

Em jeito de conclusão, o Centro Hospitalar do Médio Tejo lamenta que, num momento tão difícil, “haja quem faça denúncias maldosas que revelam profunda ignorância sobre o funcionamento hospitalar”.

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