Sociedade | 15-02-2021 18:06

Restaurante de Ourém multado por facilitar acesso aos lavabos

Restaurante de Ourém multado por facilitar acesso aos lavabos
SOCIEDADE
Foto DR - Vítor Gonçalves

Proprietário do restaurante Taberna do Baco foi surpreendido com uma multa de dois mil euros por ter deixado os clientes que esperavam pelo take-away entrar no estabelecimento para usar os lavabos. Vítor Gonçalves diz-se desesperado e enviou uma carta ao primeiro-ministro.

No final do mês de Janeiro Vítor Gonçalves, proprietário do restaurante Taberna do Baco, entre Fátima e Ourém, foi surpreendido com uma multa de dois mil euros passada pela Guarda Nacional Republicana (GNR). Tudo aconteceu quando numa acção de fiscalização da GNR ao restaurante os militares apanharam quatro clientes no interior do estabelecimento. Vítor explica que tinha cinco operários à porta, à espera da comida em take-away, e quatro deles pediram para ir aos lavabos. Achou normal e, compadecido por já terem que comer na carrinha de serviço, deixou-os entrar para fazerem as suas necessidades. Foi então que o agente da autoridade pediu a identificação de todos e autuou o proprietário. “Não condeno o agente, que está a fazer cumprir a lei, mas sim quem inventou estas leis”, desabafa a O MIRANTE. Indignado com o que lhe aconteceu e com o que está a acontecer por todo o país, no sector da restauração e noutros, Vítor Gonçalves escreveu uma carta ao primeiro-ministro e aos deputados da Assembleia da República onde relata a sua angústia pessoal.

O Taberna do Baco mudou de instalações em 2019, para um espaço maior, com renda e despesas superiores, um investimento que permitiu criar mais postos de trabalho e ter uma facturação mais elevada. Mas em Março de 2020 a Covid veio alterar tudo e, porque as ajudas do Estado têm por base a facturação do período homólogo do ano anterior, Vítor ficou impossibilitado de recorrer a apoios estatais. Mas a sua luta não é por apoios, o que o empresário quer é continuar a trabalhar e diz ter todas as condições para tal. Com três grandes salas de refeição, Vítor acredita que consegue manter todas as condições de segurança “nem que seja com quatro mesas a cada canto, afastadas em cinco ou mais metros”. “A alternativa é ficar a dever aos fornecedores e mandar cinco famílias para o desemprego”, refere Vítor na missiva que assina como “um cidadão desesperado”.

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