Sociedade | 20-02-2021 10:00

Caso das agressões na Junta de Vila Franca de Xira acaba sem culpados

Caso das agressões na Junta de Vila Franca de Xira acaba sem culpados
SOCIEDADE
Ricardo Carvalho e João Conceição

Ricardo Carvalho, vogal do executivo, desistiu da queixa em tribunal no dia em que estava prevista a abertura da instrução. Autarca diz que o fez para poupar os trabalhadores da junta aos incómodos de serem testemunhas. CDU fala em campanha pública de ataque a João Conceição.

O processo criminal relativo às alegadas agressões entre os autarcas João Conceição (CDU) e Ricardo Carvalho (PS) nas instalações da Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira foi encerrado na última semana depois do queixoso, Ricardo Carvalho, ter desistido da queixa no dia em que estava marcada a abertura da instrução do processo.

Ricardo Carvalho diz a O MIRANTE que tomou a decisão de desistir da queixa por respeito aos trabalhadores da autarquia e para os poupar de terem de ser testemunhas no processo. Mas continua a afirmar que foi agredido pelo rival político e condena a situação. “Admito que o João Conceição possa ter tido um mau momento. Mas não aceito que ele invente que foi tudo uma mentira. Tomei esta decisão para esquecer tudo isto. Basta de ver os nossos nomes a andarem na lama e quanto mais isto se arrastava pior”, afirma.

O caso, recorde-se, ocorreu a 18 de Maio de 2018, com João Conceição e Ricardo Carvalho a envolverem-se numa forte discussão que acabou, segundo o presidente da junta, em empurrões, cotoveladas e murros nas costelas.

A CDU, que sempre negou todos os factos, já emitiu um comunicado classificando toda a situação de “campanha pública de ataque” a João Conceição, pessoa que diz ter “uma conduta pessoal, política e profissional exemplar”. Diz a CDU que o executivo da junta, de maioria socialista, e o presidente da assembleia de freguesia entenderam ficcionar e divulgar um acto inexistente, voltando a frisar a conduta ética e de exemplo de João Conceição.

Recorde-se que num primeiro momento o Ministério Público já tinha decidido arquivar a queixa-crime relativa às agressões que terão tido lugar nas instalações da junta de freguesia entre os dois autarcas, tendo sido alvo de recurso por parte do socialista. No despacho de arquivamento saltava à vista a ideia de que Ricardo Carvalho foi agarrado pelo braço, mas quanto aos socos que terá sofrido não houve conclusões, havendo duas versões antagónicas.

Como as imagens de videovigilância não foram suficientemente claras para ajuizar, o tribunal entendeu que não poderia dar mais crédito a um dos relatos do que ao outro, pelo que apesar do evidente contacto físico, o mesmo não era passível de censura criminal no entender do Ministério Público.

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