Sociedade | 21-02-2021 18:00

Intervenções paliativas na ponte da Chamusca e em ponto negro da EN 118

Intervenções paliativas na ponte da Chamusca e em ponto negro da EN 118
SOCIEDADE

Vão ser criadas bolsas de passagem na ponte da Chamusca para evitar bloqueios no trânsito causados pelo cruzamento de camiões.

Os dois pontos rodoviários mais críticos na Chamusca vão sofrer intervenções paliativas com o objectivo de, por um lado, evitar congestionamentos de trânsito e, por outro, impedir a ocorrência de mais acidentes.

Tudo indica que o problema que desde há muitos anos indigna os utilizadores da Ponte Dr. João Joaquim Isidro dos Reis, conhecida popularmente como ponte da Chamusca, vai ser amenizado através da criação de bolsas de cruzamento para evitar os bloqueios do trânsito provocados pelo encontro de camiões em pleno tabuleiro. A solução passa por recolher entre 10 a 20 centímetros as guardas de protecção existentes e assim facilitar a passagem dos veículos pesados.

Recorde-se que os constrangimentos na travessia, que liga o concelho da Chamusca ao da Golegã, são constantes e os bloqueios de trânsito chegam a durar mais de uma hora em dias em que as condições climatéricas não permitem visibilidade suficiente.

O vereador da Câmara da Chamusca Rui Ferreira (PS), em declarações a O MIRANTE, explica que vão ser realizados, brevemente, testes com camiões para perceber se a solução merece andar para a frente. “Acreditamos que estas alterações aliviem o problema dos milhares de condutores que utilizam a ponte diariamente. Se os testes resultarem positivo esperamos que a IP (Infraestruturas de Portugal) dê o seu parecer positivo e inicie as intervenções o mais rápido possível”, reforça.

Dezenas de acidentes em ponto negro da EN 118

Outra das intervenções que promete resolver, provisoriamente, a ocorrência de acidentes na Chamusca vai ser realizada numa das entradas da vila, junto ao edifício da antiga Adega Cooperativa, conhecida por ser um ponto negro da Estrada Nacional 118 que atravessa parte do concelho.

Quase todas as semanas há registo de acidentes e têm todos a mesma origem: quem vem do lado de Santarém, pela estrada do campo, não respeita os sinais de Stop, originando colisões com as viaturas que circulam na Estrada Nacional no sentido norte-sul. Os acidentes têm como principal causa a estrutura semelhante a uma rotunda, com uma estátua alusiva ao trabalhador agrícola, que leva ao engano alguns condutores que não conhecem os caminhos.

Neste aspecto, Rui Ferreira afirma que o município vai proceder ao estreitamento do cruzamento de forma a centralizar mais o sinal de Stop que está “meio escondido” numa das extremidades. O autarca refere ainda que vão ser fechados alguns dos acessos que levam ao engano os condutores por serem idênticos aos de uma rotunda. “Esta é, para já, a melhor solução para evitar que continuem a acontecer acidentes todos os meses. Não está nos nossos planos retirar a estátua ali colocada”, salienta.

Um dos últimos acidentes naquele ponto negro ocorreu na manhã de 18 de Dezembro de 2020 e resultou na colisão entre dois veículos. O acidente causou dois feridos. O condutor de uma das viaturas esteve cerca de meia hora a ser desencarcerado pelos meios de socorro.

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