Sociedade | 02-03-2021 18:00

Festas ilegais em bairros sociais de VFX são dor de cabeça para polícia e moradores

Festas ilegais em bairros sociais de VFX são dor de cabeça para polícia e moradores
SOCIEDADE

PSP confirma a O MIRANTE que desde o novo confinamento já sinalizou 13 festas ilegais nos bairros sociais do concelho, que resultaram em 52 autos. Maioria das denúncias são feitas por vizinhos incomodados com o ruído.

Convívios com mais de uma dezena de pessoas dentro de casa, música alta e conversa à desgarrada até altas horas da madrugada. Tem sido assim em vários apartamentos de bairros sociais do concelho de Vila Franca de Xira desde o início do novo confinamento, uma situação que tem dado trabalho à polícia e dores de cabeça aos vizinhos que não conseguem descansar.

Para as unidades locais de saúde, a situação é também preocupante uma vez que representam focos acrescidos de infecções pelo novo coronavírus. Os casos mais problemáticos têm sido sentidos em Povos (Vila Franca de Xira), Arcena (Alverca) e no Bairro Azul da Póvoa de Santa Iria, em especial na Rua Cesária Évora, onde têm existido vários relatos deste tipo de festas.

É precisamente no Bairro Azul que teve lugar uma das últimas festas ilegais. Os moradores que fizeram a festa ameaçaram de morte a vizinha, idosa, que chamou a polícia às 03h00 da madrugada por não conseguir dormir. A PSP apareceu e levantou autos de contraordenação às pessoas envolvidas na festa mas o cenário vai-se repetindo noutros locais num jogo do gato e do rato.

A O MIRANTE, a Polícia explica que está atenta e que até à data já registou 13 festas particulares ilegais e ajuntamentos de pessoas nos bairros sociais do concelho, de onde resultaram 52 autos de contraordenação por inobservância do dever geral de recolhimento domiciliário, não utilização de máscara e por os participantes nas festas não estarem a respeitar a limitação de circulação entre concelhos em vigor.

A maior parte destas festas chega ao conhecimento da polícia através de denúncias de vizinhos que se sentem incomodados e prejudicados pelo ruído produzido pelos infractores. A PSP diz que numa primeira fase procurou direccionar a sua acção para a pedagogia e sensibilização, mas que com o agravar da situação epidemiológica no país a acção passou a ser muito mais proactiva e interventiva.

Na generalidade, no território concelhio e neste novo confinamento, aquela força policial já elaborou 230 autos por contraordenação na fiscalização das restrições em vigor. As autoridades dizem continuar atentas e a actuar em situações de incumprimento, contando também para isso com a ajuda da comunidade.

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