Sociedade | 09-03-2021 15:00

Autarcas do Médio Tejo criticam proibição de pesca lúdica

Autarcas do Médio Tejo criticam proibição de pesca lúdica
SOCIEDADE
Vasco Estrela

Presidente da Câmara de Mação defende que este tipo de actividade não coloca em causa saúde pública.

À semelhança de alguns autarcas do Médio Tejo, também o presidente da Câmara de Mação, Vasco Estrela (PSD), não compreende por que razão a pesca lúdica continua proibida como medida de contenção à pandemia de Covid-19. O autarca defende que durante o confinamento os pescadores poderiam praticar essa actividade ao ar livre sem colocar em causa a saúde pública e a própria saúde. “Até do ponto de vista mental e de quereremos que as pessoas andem bem consigo próprias, e com tranquilidade, seria benéfico a pesca lúdica”, afirma.

O autarca desconhece a razão da proibição e concorda com as críticas feitas pelos presidentes dos municípios de Abrantes e Vila Nova da Barquinha. “Poderiam existir razões científicas ou biológicas que justificassem esta decisão mas não estão em causa razões de saúde pública”, reforça.

Recorde-se que, até ao momento, cerca de nove mil pessoas assinaram a petição pública para abertura imediata da pesca lúdica para pescadores com licença válida em 2020. Os autores da petição alegam que a abertura da pesca lúdica será benéfica para a saúde mental dos pescadores “pois poderão voltar a praticar um desporto ao ar livre em harmonia com a natureza” cumprindo todas as medidas impostas pela pandemia.

Nesse sentido, Vasco Estrela critica o facto de se estar a uniformizar legislação considerando que se deve ter em conta a realidade a nível local. A petição online avançou depois de um edital publicado pelo Instituto de Conservação da Natureza e Floresta (ICNF) que determina que é proibida a pesca lúdica e permitida a pesca desportiva ao abrigo da lei.

Esta proibição é aplicada à zona com regulamentação especial para pesca, desde o troço do rio Tejo compreendido entre 200 metros a jusante da barragem de Belver, em Ortiga, concelho de Mação, na margem direita, e freguesia e concelho de Gavião, na margem esquerda, a montante. A proibição também é aplicada na captação de águas do Taínho, freguesia de Alferrarede, na margem direita, e freguesia do Pego, margem esquerda, concelho de Albrantes, a jusante.

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