Sociedade | 07-04-2021 14:53

Família de idoso desaparecido em Alverca coloca cartaz na A1

Família de idoso desaparecido em Alverca coloca cartaz na A1

José Silva desapareceu há sete meses sem deixar rasto. Família sente-se abandonada pelas autoridades e lança petição a exigir alterações aos procedimentos de investigação em caso de desaparecimento.

A família de José Silva, de 73 anos, continua a manter a esperança e não desiste de o procurar. Quase sete meses após o desaparecimento do idoso que sofre de demência, os seus familiares colocaram um cartaz na autoestrada do Norte (A1), em Alverca, para não deixar o caso cair no esquecimento, e na tentativa de obterem alguma informação sobre o seu paradeiro.

No dia em que desapareceu, em Setembro do ano passado, só a família o procurou, “toda a noite, sem dormir”, contou a filha mais nova, Vera Silva a O MIRANTE, lamentando a actuação da polícia que só fez buscas durante dia e meio.

O caso seguiu para tribunal, mas a investigação não chegou a avançar, levando a família de José Silva a procurar um escritório de advogados para dar seguimento à investigação do desaparecimento.

Além de terem conseguido a cedência de um outdoor na A1 pelo prazo de um mês, onde colocaram a fotografia do idoso e um apelo, está a ser organizada uma nova busca, que contará com a ajuda de populares.

Segundo o escritório de advogados que acompanha o caso, um funcionário da Brisa terá dado boleia “a um indivíduo que deambulava pela auto-estrada, com as características de José Silva”, três dias após o seu desaparecimento. Espera-se agora, que esse funcionário possa avistar o cartaz na A1 e contactar o consultor forense, João Sousa.

Petição com duas mil assinaturas

Por considerarem que as entidades oficiais não dão “a segurança e confiança”, nem a “serenidade e apoio indispensáveis às famílias que experimentam o verdadeiro terror e desespero de não saberem dos seus entes queridos”, as filhas de José Silva lançaram uma petição online que pretende levar a discussão na Assembleia da República (AR) a forma como se investigam os desaparecimentos.

“Jovens com 15 anos, seniores saudáveis mental e fisicamente ou com patologias do foro psíquico desaparecem em Portugal e a resposta do Estado e das entidades/autoridades responsáveis é maioritariamente insuficiente ou inexistente”, lê-se no texto que acompanha a petição que já arrecadou duas mil assinaturas, mas que precisa de chegar às 7.500 para ser discutida em plenário da AR.

José Silva vestia calças de ganga e uma camisa vermelha, no dia do seu desaparecimento. Tem barba e cabelo grisalho e nenhum documento de identificação consigo. Nasceu no dia 17 de Outubro de 1947 na localidade de Subserra, na União de Freguesias de Alhandra, São João dos Montes e Calhandriz.

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