Sociedade | 09-06-2021 15:00

Inspecção da Segurança Social não detecta irregularidades no CBEI

Inspecção da Segurança Social não detecta irregularidades no CBEI
POLÍTICA

Dirigentes da instituição de Vila Franca de Xira congratulam-se com o resultado e dizem que o prometido fundo de socorro da Segurança Social está a chegar. O maior problema, dizem, é o bullying quase diário de determinado grupo de sócios que se esconde no anonimato.

A Segurança Social deposita plena confiança nos órgãos gestores do Centro de Bem-Estar Infantil (CBEI) de Vila Franca de Xira e numa mega inspecção realizada durante o ano 2020, pela Segurança Social e o Ministério da Educação, foi apurado que nenhuma das denúncias feitas a coberto do anonimato por alguns sócios da instituição se comprovaram.

A informação consta do relatório final da inspecção que frisa a legalidade de todos os procedimentos e operações financeiras feitos pela direcção e onde é deixado um elogio aos órgãos de gestão da associação. A situação deixa feliz Gil Teixeira, presidente da direcção do CBEI, que chegou a oferecer a chave da instituição à Segurança Social mas esta não aceitou. “Ficamos muito satisfeitos de termos tido um elogio da equipa de fiscalização que aqui esteve, por estarmos a gerir bem o dinheiro dos sócios e dos contribuintes. Graças às denúncias e calúnias que nos fizeram houve essa mega inspecção onde afinal não se prova nada e tudo está legal”, confirma.

O dirigente reage a O MIRANTE à mais recente carta anónima assinada por alguns trabalhadores do CBEI e que foi lida numa das últimas reuniões públicas de câmara, facto que levou o presidente do município, Alberto Mesquita, a defender a intervenção da Segurança Social na instituição.

Gil Teixeira queixa-se dos órgãos directivos estarem a ser vítimas de uma campanha de bullying diário e de um ataque permanente por parte de alguns sócios, o que em nada facilita a gestão e a vida dos trabalhadores. Os salários estão em dia mas ainda falta pagar o subsídio de Natal. “Muito me espantou essa carta e não tinha conhecimento. Acho que esses trabalhadores deveriam ter falado connosco antes de irem para a câmara”, defende.

O dirigente diz que o CBEI não pode continuar a ter um rácio de dois técnicos para uma criança e por isso avisa que vêm despedimentos no horizonte. Dos 120 trabalhadores que a casa tinha há uma década os números já desceram para 62. E será preciso acordar a saída de mais profissionais. “Alguns trabalhadores acharam que era o momento de sair e chegaram a acordo. Com outros vamos negociar. Temos de reduzir mais pessoas para diminuir os custos e não continuar a onerar as despesas”, lamenta.

O fundo de socorro da Segurança Social está aprovado desde Dezembro e vai servir sobretudo para pagar a fornecedores, porque não é permitido que seja usado em indemnizações, compromissos bancários ou impostos, explica o presidente da direcção.

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