Sociedade | 20-07-2021 21:00

Ex-jornalista Carlos Cruz condenado por difamar Conservatório de Santarém e a sua presidente

Ex-jornalista Carlos Cruz condenado por difamar Conservatório de Santarém e a sua presidente
SOCIEDADE
Carlos Cruz foi condenado a pagar cerca de 7 mil euros por difamar instituição e a sua presidente

O ex-vice-presidente do Conservatório de Música de Santarém enviou em 2018 uma carta a professores, encarregados de educação e associações de pais em que, no entender do tribunal, punha em causa a honra de Maria Beatriz Martinho e a imagem da instituição.

Carlos Alberto Cruz, antigo vice-presidente do Conservatório de Música de Santarém foi condenado a pagar 6.920 euros por difamar a instituição e a sua presidente, Maria Beatriz Martinho. O Tribunal de Santarém aplicou-lhe uma multa de 1.920 euros pelos dois crimes de difamação e condenou-o a pagar uma indemnização de dois mil euros à presidente e três mil euros à instituição. Em causa está uma carta que o fundador da escola que deu origem ao conservatório e que fundou o Jornal O Ribatejo, já extinto, e o Fórum Mário Viegas, enviou a professores, encarregados de educação e associações de pais do concelho a criticar a gestão de Maria Beatriz Martinho.

O vice-presidente entre 2015 e 2017 pôs em causa a distribuição de compensações a professores e alunos em espectáculos com cachê, responsabilizando a presidente por não lhes entregar valores pelas actuações, o que não é verdade. Carlos Alberto Cruz insinuou que a presidente era autoritária, imparcial e sem isenção. O tribunal considerou que as afirmações do arguido não estão no domínio da opinião sobre o estilo de gestão da presidente, mas de acusações falsas, caluniosas. Na sentença refere-se que Carlos Alberto Cruz excedeu o limite da sua liberdade de expressão.

Carlos Alberto Cruz dizia na carta, enviada a 3 de Janeiro de 2018, que a presidente nunca mandava distribuir as compensações financeiras e que tinha pago 1.200 euros ao “Vórtice Project”. O que para o tribunal atingiu a honra de Maria Beatriz Martinho. O professor reformado, que esteve 10 anos no seminário de Santarém e chegou a ser ordenado diácono, queixava-se de ser um verbo-de-encher e culpava a presidente por alegadamente ser responsável pelo afastamento ou desinteresse dos sócios. Dizia que ela não delegava tarefas e que as reuniões da direcção eram fastidiosas.

O condenado tinha sido convidado por Maria Beatriz Martinho para integrar os órgãos sociais do conservatório quando este se reformou e regressou da Suíça, onde deu aulas a filhos de emigrantes e passou a colaborar com várias associações. O Conservatório de Música de Santarém ostenta a distinção de escola associada da UNESCO e proporciona bolsas de estudo no estrangeiro. Foi fundado em 1985 como escola de música passando a cooperativa sem fins lucrativos e recebeu autorização definitiva de funcionamento pelo Ministério da Educação em 1994. Maria Beatriz Martinho recebeu em 2015 a medalha de ouro da União de Freguesias da Cidade de Santarém.

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