Sociedade | 10-09-2021 15:00

Chaminés de padaria em Malaqueijo fazem vida negra à vizinha

Chaminés de padaria em Malaqueijo fazem vida negra à vizinha
Cinzas de padaria estão a dar dores de cabeça a quem vive nas proximidades e as cinzas acumulam-se durante a noite

Detritos da combustão a lenha caem sobre o telhado e logradouro da casa de Florinda Lopes, em Malaqueijo. Queixas a várias entidades ao longo dos últimos anos não deram até à data qualquer resultado.

Florinda Lopes anda há mais de dois anos a queixar-se à GNR, à ASAE e à Câmara de Rio Maior da poluição causada pelas duas chaminés de uma panificadora contígua à sua habitação em Malaqueijo, no concelho de Rio Maior. As cinzas resultantes da queima de lenha no fabrico de pão caem em boa parte sobre o telhado da casa e para o logradouro da reformada, que vive em Lisboa e tem essa segunda habitação, herança de família, em Malaqueijo, onde passa algumas temporadas durante o ano.

“Compreendo que a empresa tenha que ganhar o seu sustento mas eu não tenho culpa disso e não posso ter a minha casa transformada numa lixeira”, diz a O MIRANTE Florinda Lopes, mostrando a sujidade escura entranhada no piso do pátio e também dentro de algumas divisões e anexos da habitação. “Disse inicialmente que não queria ir para os tribunais mas agora estou disposta a ir até onde for preciso, se nada se alterar”, afirma, acusando as diversas entidades contactadas de pouco ou nada fazerem para resolver a questão.

Em Julho foi feita uma vistoria ao local por técnicos da câmara e há cerca de duas semanas esteve lá a GNR para verificar no quintal de Florinda Lopes os efeitos do funcionamento da padaria. No dia 25 de Agosto, a queixosa voltou também a denunciar a situação à ASAE. “Os telhados, logradouros e até o ar que respiro estão poluídos e invadidos por fumos, fuligem, fagulhas e cinza que saem das chaminés, que agora têm uns ‘chapéus/recuperadores’ em H que canalizam directamente esses detritos para a minha habitação(...)”, lê-se na queixa a que tivemos acesso.

A emissão de cinzas acontece normalmente durante a noite, quando os fornos estão a trabalhar. Para a moradora, a solução passa pela alteração da combustão a lenha para gás ou electricidade ou alteração às chaminés. O MIRANTE tentou contactar os responsáveis pela padaria, mas as chamadas telefónicas nunca foram atendidas nem obtivemos resposta à mensagem deixada na caixa de mensagens.

Nova vistoria para breve

Contactada por O MIRANTE, a Câmara de Rio Maior confirmou a realização de uma vistoria em Julho em que se verificou a existência de resíduos de fuligem proveniente da laboração da fábrica, tendo ficado decidido a “realização de nova vistoria, no âmbito do licenciamento industrial, às instalações da panificadora, com o apoio de entidades externas, a quem cabe a salvaguarda dos direitos e interesses em causa”.

O município informa ainda que, considerando o período de férias, não foi ainda possível assegurar a presença dos diversos técnicos em simultâneo para a realização da vistoria, julgando ser viável a realização da mesma durante a primeira quinzena de Setembro.

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