Sociedade | 13-09-2021 10:00

Moradores pedem fim de limitações ao trânsito no centro histórico de Tomar

Moradores pedem fim de limitações ao trânsito no centro histórico de Tomar
Alguns moradores de Tomar não querem as ruas do centro histórico trancadas aos automóveis aos fins de semana

Alguns residentes foram à última sessão camarária protestar contra as limitações de circulação de trânsito impostas pelo município aos fins-de-semana. Presidente da câmara prometeu ouvir os moradores para se encontrar um equilíbrio.

A medida implementada pela Câmara Municipal de Tomar de suspender a circulação rodoviária em algumas ruas do centro histórico da cidade durante os fins-de-semana está a causar descontentamento entre alguns moradores. Na última sessão camarária, que se realizou na segunda-feira, 30 de Agosto, alguns residentes deslocaram-se ao salão nobre do edifício dos Paços do Concelho para pedirem ao executivo para a circulação voltar ao normal, sobretudo devido à falta de acessibilidades.

“Todos sabemos a importância de ter um centro histórico bonito e de fácil circulação a pé, mas como moradora, e já com alguma idade, estou preocupada com as condições que temos. Há muitas pessoas com problemas de saúde que precisam de se deslocar de carro ao fim-de-semana e não podem pôr causa destes impedimentos”, lamentou Maria de Macedo, uma das munícipes que marcou presença na reunião.

A moradora continuou dando como exemplo uma residente na Rua Aurora de Macedo que tem necessidades especiais e cuja família tem tido dificuldade em garantir os seus cuidados por causa das restrições. “Esta situação chateia-nos imenso e pode ser resolvida com um bocado de bom senso. Fechando e trancando-nos a rua durante o fim-de-semana não beneficia ninguém, pelo contrário, prejudica muita gente”, insistiu.

O encerramento do trânsito rodoviário ao fim-de-semana em algumas ruas do centro histórico, como a Rua Infantaria 15, a Rua dos Moinhos, a Rua Aurora de Macedo e a Rua Pedro Dias, é uma medida adoptada pela autarquia que pretende facilitar e incentivar a circulação pedonal de forma a promover as lojas de comércio local e os cafés poderem aumentar o tamanho das esplanadas.

Anabela Freitas, presidente da Câmara Municipal de Tomar, respondeu a Maria de Macedo afirmando compreender a posição dos moradores, salientando, no entanto, que fazer a gestão de um centro histórico é sempre muito complicado devido às suas particularidades. “Encontrar um equilíbrio entre quem vive no centro histórico e quem lá trabalha é sempre muito difícil. Contudo, os nossos serviços vão para o terreno para ouvir os moradores e tentarmos chegar a um acordo com os comerciantes”, disse a autarca.

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