Sociedade | 18-09-2021 10:00

Obras em estrada de Alverca estão a deixar condutores desesperados

Obras em estrada de Alverca estão a deixar condutores desesperados

Há muito tempo que não se via nada assim. Há quem esteja a demorar mais de hora e meia para percorrer três quilómetros por falta de alternativas. Obra da Infraestruturas de Portugal, conciliada com o asfaltamento da Estrada da Alfarrobeira, lançou o caos.

O corte total da Estrada Nacional 10-6, que liga Alverca ao Sobralinho e Arruda dos Vinhos, está cortada ao trânsito para realização de obras e o desvio proposto pela Infraestruturas de Portugal, de utilizar a Estrada Nacional 10, foi a pior emenda que poderia ter sido feita, segundo os condutores, bloqueando totalmente a circulação.

Fora das horas de ponta passou a existir na EN10 um trânsito constante e, logo que chega a hora de ponta, de manhã e ao final do dia, a cidade entope de tal forma que demora-se uma hora e meia para percorrer três quilómetros entre Alverca e o Sobralinho, como O MIRANTE constatou. As rotundas ficam um caos, os cruzamentos entupidos e ninguém anda para lado nenhum. Os condutores já nem se dão ao trabalho de buzinar porque de nada adianta. Já nem os semáforos que existem no centro da cidade servem para alguma coisa porque o trânsito começa a ficar em fila indiana na Póvoa e pára completamente na Malvarosa.

“Está um caos absoluto, isto é uma vergonha e desrespeito pelas pessoas porque não há alternativas, ou circulamos aqui ou não podemos chegar a casa”, lamenta Miguel Pina, um dos condutores que diariamente usa a estrada. “De manhã vou pela auto-estrada mas ao fim do dia tenho de aguentar porque o dinheiro não chega para tudo”, lamenta.

A Infraestruturas de Portugal está a realizar uma obra de substituição da passagem hidráulica ao quilómetro 4 da EN10-6 e o trânsito foi totalmente cortado a 24 de Maio. Na altura a situação não foi tão grave devido ao teletrabalho e a chegada do verão. Agora, com o início das aulas e o regresso dos movimentos pendulares da população, o cenário ficou impraticável.

* Notícia desenvolvida na próxima edição impressa de O MIRANTE

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