Sociedade | 20-09-2021 15:00

Cenário de terceiro mundo em bairro de Vialonga

Cenário de terceiro mundo em bairro de Vialonga
No Casal dos Estanques em Vialonga o cenário mais parece o de um país em guerra (foto DR)

Quem vive no bairro reclama do ambiente de insalubridade causado pelas famílias que ocuparam um aviário abandonado e reclama soluções para acabar com o problema.

Carros destruídos que fazem lembrar um cenário de guerra, lixo e dejectos pelas ruas e maus cheiros. Estes são alguns dos problemas com que têm de lidar os moradores das imediações do Casal dos Estanques. Um local onde residem há décadas várias famílias que ocuparam ilegalmente os aviários que ali se encontravam ao abandono.

As más condições em que vivem as famílias ciganas, sem água nem esgotos, há muito constituem um motivo de preocupação de saúde pública para as diferentes entidades. Os dejectos a céu aberto provocam maus cheiros e promovem a aproximação de insectos e roedores.

Quem vive nas vizinhas Ruas Gustavo Lourenço Branco, António Macedo e Rua dos Cravos já perdeu a conta às vezes que se queixou dos problemas às entidades competentes. Além do ambiente de insegurança têm de conviver com o lixo e o barulho durante a noite, incluindo festas com música alta noite dentro.

“Conheço pelo menos quatro pessoas que já venderam as casas e saíram daqui. Não temos nada contra a comunidade cigana desde que eles cumpram com as normas cívicas que toda a gente tem de cumprir. O problema é que isso não acontece”, lamenta uma moradora a O MIRANTE, que pede para não ser identificada com receio de represálias. Depois de uma das últimas reportagens feitas no local, lembra, “apareceram três carros riscados” no bairro.

Antenas roubadas dos automóveis é cenário frequente. Há medo nas ruas e isso sente-se. É um problema sem fim à vista que embaraça os decisores políticos. Chegou a haver uma esperança renovada de solução com uma operação urbanística planeada para o local pelos promotores privados donos do terreno, mas a documentação necessária para emissão de parecer ainda não deu entrada nos serviços municipais.

Contactada por O MIRANTE, a Câmara de Vila Franca de Xira diz que tem estado atenta a esta situação ao longo dos anos, verificando-se que apesar do realojamento de várias famílias em habitações municipais o antigo aviário é “imediatamente ocupado por outros agregados”, o que tem dificultado a resolução da situação. Já no que diz respeito aos vários automóveis abandonados que por ali proliferam, o município diz não poder actuar por se encontrarem em espaço privado.

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