Sociedade | 21-09-2021 07:00

Autarcas do Entroncamento não conseguem encerrar actividade industrial da Hidrobetão

Município ordenou o fim da actividade industrial nas actuais instalações, por falta de licenciamento, mas a empresa contestou essa decisão e mantém-se a laborar para desespero dos moradores da zona.

O município do Entroncamento não consegue resolver o problema que afecta os moradores da Rua José Gomes Ferreira e que se prende com as actividades industriais da Hidrobetão, no antigo estaleiro da Silvério e Melro, na zona da Barroca, que decorrem sem licenciamento. Os moradores queixam-se do ruído e do cheiro a combustível que incomodam quem ali vive. Depois da autarquia ter anunciado o encerramento da empresa, a Hidrobetão moveu uma acção de impugnação desse acto administrativo.

A decisão de encerramento das actividades da empresa, recorde-se, foi anunciada a 19 de Agosto, nas páginas oficiais do município. O presidente e vice-presidente da autarquia, Jorge Faria e Ilda Joaquim (PS), tiraram mesmo uma fotografia junto a uma placa a justificar o encerramento da empresa por falta de licenciamento e por se ter esgotado o prazo concedido para regularização da situação.

Um dia depois, Paulo Machado, representante dos moradores, falou com O MIRANTE para denunciar que os trabalhos da empresa continuavam a decorrer normalmente e que a tomada de posição da autarquia tinha sido “fogo de vista”.

Na última sessão camarária, que se realizou a 6 de Setembro, o presidente revelou que, cinco dias depois de decretado o encerramento, e depois de ter sido notificada a empresa e mandatário, o representante dos moradores, a Polícia de Segurança Publica (PSP) e a IGAMAOT (Inspecção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território), a autarquia recebeu uma acção de impugnação de acto administrativo interposta pela Hidrobetão. Jorge Faria disse ainda que a câmara vai responder a esta acção “nos termos legais”, o que significa que o braço-de-ferro vai continuar nos tribunais.

Sobre os moradores e a situação que vivem há cerca de um ano, desde que se soube que a Hidrobetão laborava sem licenciamento, o presidente da câmara lamentou e disse que o município está a tentar resolver a situação de acordo com o que a lei permite. Embora seja difícil prever as cenas dos próximos capítulos da relação entre as duas entidades, é quase certo que a Hidrobetão, com sede no Barreiro, vai permanecer no concelho, uma vez que concorreu para se instalar no novo Parque Empresarial do Entroncamento.

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