Sociedade | 25-11-2021 07:00

Amnistia Internacional pede "investigação rigorosa a chacina" no Rio de Janeiro

Amnistia Internacional exigiu uma "investigação rigorosa à chacina" que ocorreu numa favela do Rio de Janeiro pedindo que as denúncias de que as vítimas possam ter sido executadas extrajudicialmente sejam levadas em consideração.

A Amnistia Internacional (AI) exigiu uma "investigação rigorosa à chacina" que ocorreu numa favela do Rio de Janeiro, pedindo que as denúncias de que as vítimas possam ter sido executadas extrajudicialmente sejam "levadas em consideração".

Nesse sentido, a organização não-governamental (ONG) acionou o Governo estadual do Rio de Janeiro, a secretaria de estado de Polícia Militar e o Ministério Público do Rio de Janeiro, solicitando informações detalhadas sobre a operação policial que desencadeou a "chacina" do Complexo do Salgueiro, durante o fim de semana.

Em causa está uma operação policial que resultou em pelo menos oito mortos durante este fim de semana no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, cidade localizada na região metropolitana do Rio de Janeiro. Os corpos começaram a ser retirados na segunda-feira de uma zona de manguezais por moradores dessa favela, que classificaram a ação policial de "chacina" e denunciaram sinais de tortura.

Contudo, o número de óbitos pode ser superior. De acordo com a Federação das Associações de Favelas do Estado do Rio de Janeiro (FAFERJ), o total de corpos recuperados até ao momento ascende a "14, inclusive os de três meninas".

Desde sábado, moradores relatam confrontos armados na região e denunciam que os assassinatos podem ter sido motivados por vingança, pela morte do sargento Leandro Rumbelsperger da Silva, do 7.º Batalhão da Polícia Militar de São Gonçalo, assassinado durante um patrulhamento no Complexo do Salgueiro.

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